O Presidente da Comissão Executiva do Banco Angolano de Investimentos (BAI), Luís Lelis, afirmou que o sistema financeiro angolano registou progressos significativos nos últimos anos e encontra-se hoje mais robusto, moderno e alinhado com as melhores práticas internacionais, destacando que a redução da presença de bancos portugueses no país “não compromete a solidez do sistema financeiro nacional”.
Em entrevista ao Jornal de Negócios, o gestor sublinhou que o sector bancário em Angola evoluiu em áreas como regulação, governação, digitalização e sofisticação dos produtos financeiros, beneficiando do processo de transformação económica em curso. Segundo Luís Lelis, o BAI continua a acompanhar as oportunidades do mercado, com foco na consolidação da sua posição de liderança, na eficiência operacional e na melhoria contínua da experiência do cliente.
O líder do BAI destacou ainda que sectores como agricultura, energia, telecomunicações e turismo estão a registar maior dinamismo, em linha com a estratégia de diversificação da economia angolana. Neste contexto, reforçou que o banco mantém uma aposta clara na transformação digital e na expansão do acesso ao crédito, apesar dos constrangimentos estruturais relacionados com a informalidade económica e o risco de incumprimento.
Sobre o papel do BAI Europa, Luís Lelis afirmou que esta unidade é fundamental para a ligação de Angola aos mercados internacionais, facilitando o acesso a capitais, a gestão de risco cambial e a internacionalização das empresas nacionais. O responsável defendeu ainda a necessidade de reforçar a estabilidade macroeconómica e a previsibilidade regulatória para atrair mais investimento estrangeiro, sublinhando que a actual taxa de bancarização, estimada em cerca de 36 por cento, demonstra o elevado potencial de crescimento do sector financeiro no país.





