Importações continuam a assegurar a maior parte do abastecimento nacional de combustíveis líquidos
Gasóleo representou mais de metade das compras realizadas pelo país entre Abril e Junho
Angola desembolsou 1,3 mil milhões de dólares norte-americanos na importação de combustíveis líquidos durante o segundo trimestre de 2026, num período em que as compras ao exterior continuaram a garantir a maior parte do abastecimento do mercado nacional. Os dados constam do mais recente Sumário da Actividade Comercial do Mercado dos Derivados do Petróleo, divulgado pelo Instituto Regulador dos Derivados do Petróleo (IRDP).
Segundo o relatório, o país adquiriu 1.668.828 toneladas métricas de combustíveis líquidos para fins comerciais. Deste volume, 90% teve origem em importações, enquanto apenas 10% foi fornecido pelas refinarias nacionais, evidenciando a manutenção da forte dependência externa no abastecimento de derivados de petróleo.
O gasóleo manteve-se como o produto mais importado, representando 52,8% do total adquirido. Seguiram-se a gasolina, com 35,5%, o Jet A1, utilizado na aviação, com 7,0%, o Fuel Oil, com 3,8%, e outros produtos petrolíferos em quantidades residuais.
Durante o período em análise, a capacidade instalada de armazenagem de combustíveis líquidos em terra manteve-se em cerca de 675.968 metros cúbicos, enquanto a rede nacional de distribuição contabilizava 1.182 postos de abastecimento, dos quais 925 estavam operacionais.
O relatório indica igualmente que o volume global de vendas de combustíveis líquidos atingiu 1.303.879 toneladas métricas, com a Sonangol Distribuição e Comercialização a conservar a maior quota de mercado, seguida pela Pumangol, Sonangalp e TotalEnergies Marketing Angola.
Os números confirmam que, apesar dos investimentos em novas refinarias e da expansão da capacidade nacional de produção, Angola continua dependente das importações para responder à procura interna de combustíveis. A redução dessa dependência é um dos principais objectivos da estratégia energética do Executivo, que prevê aumentar a produção local de derivados de petróleo nos próximos anos.
Os dados do segundo trimestre mostram que a importação continua a ser o principal pilar do abastecimento de combustíveis em Angola, reforçando a importância dos projectos de refinação em curso para reduzir os custos externos e aumentar a autonomia energética do país.





