Candidaturas nacionais decorrem desde 15 de Julho em três categorias e a selecção é anunciada a 15 de Setembro. Festival organizado pela agência estatal das indústrias culturais decorre entre 28 de Outubro e 2 de Novembro
Realizadores angolanos têm até 30 de Agosto para inscrever filmes no Festival Internacional de Cinema de Luanda, que decorre entre 28 de Outubro e 2 de Novembro.
As candidaturas de obras nacionais decorrem desde 15 de Julho e contemplam três categorias: Longa-Metragem, Curta-Metragem e Documentário. Os filmes seleccionados serão conhecidos a 15 de Setembro, segundo a organização do certame, o que deixa aos autores pouco mais de seis semanas para submeter as obras e cerca de seis semanas entre o anúncio da selecção e a abertura do festival.
São elegíveis obras angolanas concluídas a partir de 2023 e finalizadas no momento da inscrição. Cada filme pode concorrer apenas numa categoria e, caso tenha sido realizado noutra língua, deve estar legendado em português. O critério de elegibilidade abre, assim, uma janela de três anos de produção nacional.
As inscrições são efectuadas exclusivamente através da plataforma FilmFreeway. Os candidatos devem apresentar um conjunto de elementos obrigatórios, entre os quais a sinopse, stills, cartaz, créditos e ligação para o filme, além da biografia e fotografia do realizador. O regulamento e as normas completas de participação encontram-se disponíveis na página oficial do festival na mesma plataforma.
A avaliação das obras submetidas cabe à equipa de programação do festival, segundo critérios artísticos e técnicos que incluem realização, argumento, interpretações, fotografia, montagem, som, direcção de arte e qualidade geral. A organização não divulgou a composição desta equipa nem o número de obras que serão seleccionadas em cada categoria.
O FIC Luanda é uma iniciativa da Agência Nacional das Indústrias Culturais e Criativas (ANICC), afecta ao Ministério da Cultura. Segundo a agência, o festival exibirá obras nacionais e internacionais e visa promover o intercâmbio cultural, a capacitação técnica e o fortalecimento das indústrias culturais e criativas, consolidando o posicionamento de Angola no circuito cinematográfico internacional.
O comunicado da organização não esclarece um conjunto de matérias com relevância directa para os candidatos. Não são indicados os prémios atribuídos, a composição do júri, os locais de exibição, nem se a submissão através da plataforma implica o pagamento de taxas de inscrição — informação determinante para produtores independentes com orçamentos limitados. A Outside procurou esclarecimentos junto da ANICC.





