Mark Zuckerberg revela que inteligência artificial está a permitir desenvolver e testar novas aplicações mais rapidamente
Empresa já lançou discretamente serviços para vendedores, grupos e fotografia e promete novas estreias para consumidores
A Meta está a utilizar inteligência artificial para acelerar o desenvolvimento de novas aplicações destinadas aos consumidores, numa estratégia que pretende permitir à empresa testar ideias e colocar novos produtos no mercado a um ritmo superior. A mudança foi revelada pelo presidente executivo, Mark Zuckerberg, durante a apresentação dos resultados do segundo trimestre.
Nos últimos meses, a empresa lançou discretamente várias aplicações, incluindo uma ferramenta destinada a vendedores do Marketplace, uma plataforma para grupos e uma aplicação de fotografia derivada do Instagram. A Meta também tem experimentado conteúdos de entretenimento produzidos com recurso a inteligência artificial.
Zuckerberg afirmou que está particularmente entusiasmado com a forma como a IA está a ajudar as equipas de engenharia a acelerar o desenvolvimento de produtos. Segundo o responsável, a empresa pretende continuar a explorar novas ideias e utilizar os seus sistemas de recomendação para identificar quais os produtos com maior potencial de crescimento.
A estratégia representa uma mudança face às experiências anteriores da Meta com aplicações independentes. A empresa acumulou ao longo dos anos dezenas de projectos que acabaram encerrados por não conseguirem alcançar uma base de utilizadores suficientemente grande. Com ferramentas de IA mais avançadas, a tecnológica acredita conseguir reduzir o tempo e os custos necessários para desenvolver e testar novas propostas.
Um dos principais exemplos de sucesso é o Threads, que já alcançou cerca de 500 milhões de utilizadores activos mensais. A Meta pretende continuar a expandir a plataforma até atingir a marca de mil milhões de utilizadores, recorrendo também a grandes modelos de linguagem para melhorar a recomendação e distribuição de conteúdos.
A directora financeira da Meta, Susan Li, explicou que os grandes modelos de linguagem estão a produzir ganhos relevantes nos sistemas de classificação e recomendação das plataformas da empresa. A tecnologia é utilizada para compreender melhor o contexto das publicações, avaliar conteúdos e identificar tendências no comportamento dos utilizadores.
A aplicação da IA já se estende ao funcionamento diário das principais plataformas da Meta. Segundo Li, todas as publicações do Feed e todos os Reels do Instagram passam actualmente por uma análise automática de tema e tom, permitindo aos sistemas determinar com maior precisão quais os conteúdos apresentados a cada utilizador.
A Meta não revelou quais serão as próximas aplicações a chegar ao mercado, mas Zuckerberg indicou que novas propostas dirigidas aos consumidores deverão ser apresentadas num futuro próximo. A empresa procura, assim, transformar a IA numa ferramenta não apenas para melhorar produtos existentes, mas também para criar rapidamente novos negócios digitais.
A Meta quer transformar a inteligência artificial numa verdadeira fábrica de aplicações: desenvolver mais depressa, testar mais ideias e descobrir quais conseguem conquistar milhões de utilizadores.





