Olombendo transaccionou a 115,461 dólares e Saxi Batuque a 88,503, numa média nacional de 101,087 dólares por barril. Nove das dezoito ramas exportadas ficaram acima da média, com as quatro maiores a concentrarem 37,61% do volume
O preço médio das ramas angolanas variou 26,958 dólares por barril no segundo trimestre, entre os 115,461 dólares da Olombendo e os 88,503 dólares da Saxi Batuque.
A amplitude consta do apuramento por rama divulgado pelo Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, que discrimina as dezoito ramas exportadas no período. Depois da Olombendo, os preços médios mais elevados couberam ao Girassol, com 106,983 dólares por barril, e à Mostarda, com 106,102. No extremo oposto, a seguir à Saxi Batuque, situaram-se o Mondo, com 92,059 dólares, e o Kissanje, com 96,532.
A dispersão não acompanha a dimensão. A Olombendo, rama mais valorizada, representou apenas 2,20% do volume nacional exportado, com 1.942.588 barris, e a Saxi Batuque, a menos valorizada, 2,15%, com 1.898.291 barris. As quatro maiores ramas em volume — Dália, com 11,79%, Pazflor, com 10,58%, Nemba, com 7,79%, e Clov, com 7,45% — concentraram 37,61% das exportações do trimestre e transaccionaram todas em torno da média nacional, entre 98,013 e 104,224 dólares por barril. O apuramento da concentração é da Outside, a partir das quotas publicadas.
Nove das dezoito ramas ficaram acima da média nacional de 101,087 dólares por barril. Além da Olombendo, do Girassol e da Mostarda, transaccionaram acima da média a Cabinda, com 104,600 dólares, a Clov, com 104,224, o Plutonio, com 103,330, o Palanca Blend, com 103,001, o Sangos, com 102,921, e o Agogo, com 101,639.
A hierarquia de preços não coincide com a hierarquia de diferenciais. A Saxi Batuque, que registou o preço médio mais baixo do trimestre, apresentou um diferencial médio positivo de 3,500 dólares por barril face à cotação de referência, superior ao da Mostarda, cujo diferencial foi de 0,316 dólares apesar de um preço médio quase dezoito dólares mais elevado. A explicação está no método de apuramento: o diferencial de cada carga é calculado contra a cotação do respectivo período de fixação de preço, e não contra a média do trimestre, pelo que ramas carregadas em Junho, quando os preços já tinham recuado, podem obter prémios elevados com preços absolutos baixos.
No conjunto, o diferencial médio ponderado situou-se em 1,654 dólares por barril. Apenas três ramas registaram diferenciais médios negativos: o Gindungo, com -2,991 dólares, o Mondo, com -1,906, e o Agogo, com -0,965. Ao nível de carga individual, o diferencial máximo do trimestre foi de 14,400 dólares, registado na Olombendo, e o mínimo de -10,445 dólares, na Dália, que foi simultaneamente a rama mais exportada do período.
As dezoito ramas totalizaram 88.122.036 barris e 8.907.981.036,53 dólares, em 94 carregamentos. Todos os dados do segundo trimestre de 2026 estão identificados como provisórios na origem.
Cada rama angolana tem características próprias de densidade, teor de enxofre e rendimento em destilados, que determinam a sua adequação a diferentes configurações de refinaria e, em consequência, o prémio ou desconto que obtém face à cotação de referência. O preço final resulta da combinação dessa qualidade intrínseca com a cotação do Brent Datado no período de fixação, com os custos de frete e com a procura de cada mercado no momento da venda.
O diferencial é a diferença entre o preço obtido por uma carga e a cotação de referência aplicável a essa carga. Um diferencial positivo significa que a rama foi vendida com prémio. Por ser apurado contra uma referência móvel, o diferencial mede a qualidade da comercialização e não o nível absoluto de preço, razão pela qual ramas com preços baixos podem apresentar prémios elevados em trimestres de cotações descendentes.
Os documentos analisados registaram um diferencial médio nacional positivo de 1,654 dólares por barril, apesar de o preço médio ponderado das ramas angolanas, de 101,087 dólares, se situar abaixo da média trimestral do Brent Datado, de 103,849 dólares. As duas grandezas não são contraditórias, precisamente porque a segunda é uma média de calendário e a primeira uma média ponderada pelos volumes de cada carga.





