Azule Energy foi o maior operador não estatal nas exportações angolanas do segundo trimestre, com 18,58%

Data:

Entidades públicas somaram 33,28% do volume exportado, repartidos entre a ANPG com 22,58% e a Sonangol com 10,70%. Seis companhias internacionais concentraram 62,88% dos 88.122.036 barris exportados no período

A Azule Energy respondeu por 18,58% do petróleo bruto exportado por Angola no segundo trimestre, cerca de 16,37 milhões de barris, a maior quota entre as companhias não estatais.

A empresa surge em segundo lugar no apuramento global divulgado pelo Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, atrás apenas da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, que concentrou 22,58% do volume, equivalentes a cerca de 19,90 milhões de barris. A conversão das quotas em volumes é da Outside, uma vez que os documentos publicam apenas percentagens.

Seguem-se a TotalEnergies, com 12,32% e aproximadamente 10,86 milhões de barris, a Sonangol, com 10,70% e cerca de 9,43 milhões, a Esso, com 9,98% e aproximadamente 8,79 milhões, a SSI, com 9,72% e cerca de 8,57 milhões, a Equinor, com 6,48% e aproximadamente 5,71 milhões, e a Cabgoc, com 5,80% e cerca de 5,11 milhões de barris. As oito entidades identificadas somam 96,16% do volume exportado, ficando 3,84% sem atribuição nos documentos.

Somadas, a ANPG e a Sonangol representaram 33,28% do volume nacional exportado, cerca de 29,33 milhões de barris, contra 62,88% distribuídos pelas seis companhias internacionais identificadas. A repartição não traduz posições accionistas nos blocos petrolíferos, mas sim a titularidade dos barris colocados no mercado, que resulta dos regimes de partilha de produção e das participações de cada interveniente.

Dentro do segmento estatal, a comercialização é assegurada pela Unidade de Negócio Trading & Shipping da Sonangol, que vendeu 30.539.353 barris no trimestre. Desse total, 20.114.514 barris pertenciam à ANPG e 10.424.839 à Sonangol, uma repartição que se alterou substancialmente face ao primeiro trimestre de 2026, quando a agência detinha 16.245.597 barris e a petrolífera estatal 18.186.297. O peso da ANPG na carteira comercializada passou, assim, de 47,18% para 65,86%.

A estrutura de exportação por ramas ajuda a enquadrar o posicionamento dos operadores. As principais ramas comercializadas no trimestre foram a Dália, com 11,79% do volume, a Pazflor, com 10,58%, a Nemba, com 7,79%, a Clov, com 7,45%, a Mostarda, com 7,35%, o Girassol, com 6,65%, o Hungo, com 6,46%, e a Cabinda, com 5,73%. No conjunto, dezoito ramas foram exportadas no período, em 94 carregamentos.

Os documentos não indicam se as quotas por companhia se referem a volumes levantados, a volumes facturados ou a barris de direito, nem publicam valores associados a cada interveniente. Todos os dados do segundo trimestre de 2026 estão identificados como provisórios na origem.

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