Jantar protocolar de 19 de Junho, no Shopping Fortaleza, reúne 400 convidados em torno de uma causa concreta: um posto médico melhorado em cada província do país
A Cruz Vermelha de Angola (CVA) assinala os seus 48 anos com um propósito que vai além da efeméride. No dia 19 de Junho, no Shopping Fortaleza, em Luanda, a instituição humanitária e a American Schools of Angola (ASA) co-organizam uma Gala Solidária cujo objectivo central é mobilizar recursos para a reabilitação de 21 postos médicos — um em cada província angolana.
O jantar, de carácter protocolar, deverá reunir cerca de 400 convidados, entre embaixadores, membros do Executivo, líderes empresariais e representantes institucionais. Mais do que um momento de celebração, a iniciativa pretende reforçar a capacidade de resposta da CVA e melhorar o acesso a cuidados básicos de saúde em comunidades de todo o país.
Uma noite de doações e gestos simbólicos
O programa da gala combina protocolo e solidariedade concreta. Estão previstas a doação de equipamentos médicos à CVA e a formalização da contribuição da Embaixada da Ucrânia para a criação de um posto médico no Mussulo. Os contribuidores corporativos receberão, por sua vez, obras de arte do acervo da ResiliArt — iniciativa conjunta da ASA e da UNESCO —, num gesto que cruza causa humanitária e valorização cultural.
Para a presidente da Cruz Vermelha de Angola, Delfina Cumandala, o evento representa um momento de mobilização nacional em torno da missão humanitária da instituição. Sublinhando os 48 anos de presença da CVA junto das comunidades, a responsável apelou ao apoio colectivo para reforçar a capacidade de resposta e sustentar os postos médicos, descrevendo a gala como um convite aberto à solidariedade.
Uma parceria recém-formalizada
A realização da gala enquadra-se na parceria institucional recentemente firmada entre a CVA e a ASA, através de um Memorando de Entendimento orientado para acções sociais e comunitárias — que prevê cooperação no apoio a postos médicos, campanhas de saúde, voluntariado estudantil supervisionado e iniciativas de preparação para emergências.
Para Marcos Agostinho, director executivo da ASA, a efeméride é também um olhar para o futuro. O responsável enquadrou o apoio à CVA como uma aposta numa causa de impacto real — a reabilitação dos 21 postos médicos — e descreveu a gala como um convite para que instituições, empresas e cidadãos integrem uma resposta solidária com alcance nacional.





