Produto permite a proprietários obter até 70 por cento do valor de mercado do imóvel, com prazo de reembolso até 15 anos. Taxa indexada ao indexante Prime do banco, acrescida de um spread até 2,5 por cento, com taxa de esforço máxima de 35 por cento do salário líquido
O Standard Bank de Angola lançou uma linha de crédito hipotecário que permite a proprietários de imóveis residenciais obter financiamento com base no valor de mercado da habitação, até ao limite de 200 milhões de kwanzas.
O produto não se destina à compra de casa: aplica-se a quem já é dono do imóvel e pretende convertê-lo em liquidez, mantendo a propriedade. O banco aponta como finalidades a realização de obras de renovação, o financiamento da educação, o desenvolvimento de negócios ou investimentos pessoais, a consolidação de dívidas e o reforço de liquidez financeira.
O financiamento cobre até 70 por cento do valor de mercado do imóvel, o que significa que o tecto de 200 milhões de kwanzas só é atingível em habitações avaliadas a partir de cerca de 286 milhões. O prazo de reembolso vai até 15 anos e as prestações são mensais, ajustadas ao rendimento, com taxa de esforço máxima de 35 por cento do salário líquido.
A taxa de juro é indexada ao indexante Prime do Standard Bank de Angola, acrescida de um spread de até 2,5 por cento. Segundo o preçário publicado pelo banco, o indexante Prime tem como referência a taxa básica do Banco Nacional de Angola, que o Comité de Política Monetária fixou em 14,75 por cento na reunião de 16 de Setembro, depois de um corte de um ponto percentual. O comunicado do banco não indica o valor em vigor do indexante nem a taxa anual efectiva do produto.
São elegíveis os clientes com o imóvel registado em seu nome e livre de ónus ou encargos. No caso de trabalhadores por conta de outrem, é exigida declaração da entidade empregadora a confirmar os termos da relação laboral. O crédito inclui a avaliação do imóvel, realizada por avaliadores aprovados pelo banco, apoio jurídico ao processo, Seguro Multirriscos Habitação e Seguro de Vida.
Citada no comunicado, a directora executiva de Banca e Particulares, Cláudia Viana, enquadra o produto na melhoria das condições de vida dos clientes, sublinhando que permite obter liquidez “sem necessidade de vender o activo”.





