A Escolha do Consumidor e a Academia BAI lançaram um programa de avaliação do ambiente de trabalho aberto a entidades públicas e privadas. As inscrições decorrem até 31 de Outubro e os resultados só serão conhecidos em 2027.
Angola passa a ter um programa para distinguir as organizações com melhores práticas de gestão de pessoas. “A Voz do Colaborador – Melhores Empresas para Trabalhar em Angola” foi apresentado em Luanda a 23 de Setembro pela Escolha do Consumidor Angola (ECAO), em parceria com a Academia BAI. Podem participar organizações públicas e privadas, e as inscrições para a primeira edição estão abertas até 31 de Outubro.
Inquérito anónimo vale 70% da nota
A metodologia inverte a lógica habitual dos rankings empresariais, muitas vezes baseados na informação fornecida pelas próprias empresas. Aqui, 70% da avaliação depende da percepção dos colaboradores, recolhida através de um inquérito anónimo. Os restantes 30% resultam da análise de dados, evidências documentais e informação prestada pelas organizações.
Segundo os promotores, as respostas serão tratadas de forma agregada, sem interferência das entidades avaliadas, para garantir independência e confidencialidade. A metodologia foi adaptada ao contexto angolano. Os resultados poderão ser analisados por sector de actividade, dimensão, número de trabalhadores e natureza pública ou privada.
O programa transpõe para o interior das empresas o modelo de auscultação que a ECAO já aplica à experiência dos consumidores. Cada organização participante recebe um diagnóstico dos seus pontos fortes e fracos, que poderá usar para definir planos de acção e acompanhar a evolução.
Reter talento como argumento
Para Miguel Ângelo Soares, CEO da ECAO, a iniciativa responde à importância crescente de atrair, desenvolver e reter profissionais. Defende que colaboradores motivados e envolvidos prestam melhores serviços e, por consequência, melhoram a experiência dos consumidores.
Noelma Viegas D’Abreu, presidente do Conselho de Administração da Academia BAI, sublinhou a importância das competências comportamentais, a par das técnicas. “Estes estudos não devem servir apenas para julgar ou culpabilizar, mas sobretudo para identificar problemas”, afirmou.





