Lançamento decorreu em Luanda sob o mote da diversificação económica; cerimónia de entrega marcada para 7 de Outubro. A 11.ª edição dos Prémios SIRIUS cria a categoria Inovação e Ciência, reformula o Prémio Programa Tecnológico e renova o júri, na iniciativa da Deloitte lançada em Luanda.
O lançamento marca o arranque de um certame que a Deloitte promove desde 2011. O presidente da Deloitte Angola, José Barata, afirmou que a iniciativa nasceu com um propósito claro de reconhecimento e visibilidade. “uma missão muito clara, a de reconhecer e dar visibilidade às organizações, aos líderes e aos projectos que contribuem de forma consistente para o desenvolvimento económico e social de Angola.” Os vencedores serão conhecidos na cerimónia de entrega marcada para 7 de Outubro, na capital.
Novas categorias reforçam inovação e ciência
Nesta edição, o certame distingue sete categorias e um prémio especial. A alteração mais visível no conjunto é a criação da categoria Inovação e Ciência e a reformulação do Prémio Programa Tecnológico, que passa a valorizar de forma mais explícita a investigação científica, a modernização tecnológica e a criação de valor nas organizações. Segundo a organização, foram igualmente reforçadas as dimensões do desenvolvimento do capital humano e da responsabilidade social, num reconhecimento do papel das pessoas e das comunidades.
O leque de categorias completa-se com a Empresa do Ano, o Sector Financeiro e o Gestor do Ano. O prémio especial é atribuído por deliberação directa do júri e destina-se a reconhecer contributos para as boas práticas de gestão e para o desenvolvimento do país. As candidaturas abrem a 24 de Julho, através do portal www.premiosirius.com, e cada organização pode concorrer a uma ou várias categorias, sem limite de propostas.
Júri renovado com duas entradas
O júri da 11.ª edição volta a ser presidido pela Primeira-Dama, Ana Dias Lourenço, que assume novamente a liderança do painel. Mantêm-se como jurados José Octávio Van-Dúnem, Noelma Viegas d’Abreu, Armando Manuel e Aia-Eza da Silva. A esta edição juntam-se dois novos membros, Mário Nascimento e Lucrécio Costa.
A renovação implica também saídas. Ana Dias Lourenço agradeceu o contributo de Francisco Queiroz e Paula Simons, que integraram o júri nas duas edições anteriores. A Deloitte assegura o suporte técnico, metodológico e operacional do processo, cabendo a selecção dos vencedores exclusivamente ao júri — uma separação que a organização apresenta como garantia da independência do certame.
Diversificação e talento no centro do discurso
O lançamento decorreu sob o enquadramento da diversificação da economia e da valorização do capital humano. Nas intervenções, tanto o presidente da Deloitte Angola como a presidente do júri associaram os prémios ao esforço de tornar a economia angolana menos dependente dos sectores tradicionais, apontando áreas como a agro-indústria, a indústria transformadora, a logística, a energia e os serviços digitais.
A presidente do júri sublinhou que os prémios traduzem a confiança no talento e na capacidade das organizações nacionais. “uma afirmação da confiança no talento, na capacidade de inovação e na excelência das organizações e das pessoas que constroem diariamente o futuro do País.” No mesmo sentido, foi destacada a necessidade de investir na educação, na formação técnica e nas competências digitais, condições apresentadas como determinantes para a competitividade da próxima década. Este enquadramento reflecte a leitura dos promotores da iniciativa e não constitui, por si, uma avaliação independente do desempenho da economia.





