Instituição soma o quarto trimestre consecutivo de melhoria dos indicadores, mais de um ano após a aprovação do plano de reestruturação pelo Banco Nacional de Angola. Activo, depósitos e fundos próprios sobem entre Abril e Junho, mas a carteira de crédito mantém-se como o indicador a vigiar
Os dados constam do balancete divulgado pela instituição no seu sítio na internet, em cumprimento das regras de publicação definidas pelo Banco Nacional de Angola (BNA). O resultado compara com 2,78 mil milhões de kwanzas registados no primeiro trimestre do ano.
O resultado consolida a trajectória de recuperação iniciada nos primeiros três meses do ano, quando o banco regressou aos lucros pela primeira vez desde a intervenção correctiva do BNA, em Abril de 2025. Nesse período, o resultado positivo de 2,78 mil milhões de kwanzas representou uma inversão de 206,05% face ao prejuízo de 2,62 mil milhões registado no primeiro trimestre de 2025. Segundo a instituição, trata-se do quarto trimestre consecutivo de melhoria dos principais indicadores, no âmbito do Plano de Reestruturação e Recapitalização (PRR) aprovado pelo BNA há mais de um ano. O banco é dirigido por Osvaldo de Lemos Macaia, presidente da Comissão Executiva.
A evolução não se limitou à rentabilidade. O activo total subiu de cerca de 1.050 mil milhões de kwanzas no primeiro trimestre para cerca de 1.150 mil milhões no segundo, um crescimento próximo de 9,3%. A carteira de títulos e valores mobiliários manteve-se como a principal componente do balanço, ao passar de 468,02 mil milhões para 489,62 mil milhões de kwanzas, ainda que o seu peso relativo no activo tenha recuado de 44,58% para 42,66%.
Depois da contracção do primeiro trimestre, a carteira de crédito a clientes também deu sinais de recuperação, ao evoluir de 92,29 mil milhões para 108,86 mil milhões de kwanzas. Ainda assim, o crédito representa menos de 10% do activo total, um nível que reflecte a disciplina na gestão do risco nesta fase de consolidação.
Os depósitos de clientes mantiveram a tendência ascendente, ao passar de 929,33 mil milhões para 974,92 mil milhões de kwanzas, e continuam a representar mais de 90% do passivo total. A estabilidade desta rubrica é um indicador da confiança dos clientes ao longo do processo de reestruturação.
Os fundos próprios acompanharam a dinâmica, ao aumentar de 69,47 mil milhões para 73,34 mil milhões de kwanzas entre os dois trimestres, sinalizando o reforço gradual da base de capital.
Na sequência do PRR, o Banco Sol deixou de integrar, no quarto trimestre de 2025, a lista de instituições de importância sistémica definida pelo BNA. Os resultados dos dois primeiros trimestres de 2026 reforçam a leitura de uma recuperação sustentada, orientada para a solvabilidade, a eficiência e a rentabilidade. A evolução da carteira de crédito deverá, contudo, manter-se como um dos principais indicadores a acompanhar nos próximos trimestres.





