Prémios SIRIUS abrem a categoria “Empresa do Ano” às pequenas e médias empresas

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Reformulação da principal distinção da iniciativa da Deloitte permite a concurso organizações de menor dimensão, antes afastadas por limites de facturação e de pessoal. Candidaturas decorrem a partir de 24 de Julho e os vencedores serão conhecidos na cerimónia de 7 de Outubro, em Luanda

Os Prémios SIRIUS passam a admitir pequenas e médias empresas (PME) na categoria Empresa do Ano, na 11.ª edição da iniciativa da Deloitte, lançada em Luanda.

A alteração reformula aquela que é a principal distinção do certame. Nas edições anteriores, a categoria dividia-se entre sector financeiro e sector não financeiro, e a distinção destinada às empresas de maior dimensão estava, na prática, reservada a organizações de grande escala. Com a mudança, a Empresa do Ano abre-se a candidatos de menor dimensão, mantendo-se em paralelo a categoria específica do sector financeiro.

O alcance da mudança percebe-se à luz das regras de acesso praticadas em edições passadas. Na 8.ª edição, realizada em 2018, só podiam concorrer entidades que, no ano anterior, tivessem 200 ou mais trabalhadores ou uma facturação igual ou superior a três milhões de dólares — patamares que afastavam a generalidade das PME angolanas.

Para a 11.ª edição, a elegibilidade na Empresa do Ano continua a assentar em requisitos mínimos de facturação anual e de número de colaboradores, cujos valores não foram divulgados no lançamento. As candidaturas abrem a 24 de Julho e são submetidas através do portal www.premiosirius.com, podendo, em caso de indisponibilidade da plataforma, ser enviadas para o endereço aosirius@deloitte.co.ao. Cada organização pode concorrer a uma ou várias categorias, sem limite ao número de propostas.

No total, a edição distingue sete categorias e um prémio especial: Empresa do Ano, Sector Financeiro, Gestor do Ano, Desenvolvimento do Capital Humano, Programa Tecnológico, Inovação e Ciência e Responsabilidade Social. A categoria Inovação e Ciência é nova nesta edição e o Prémio Programa Tecnológico foi reformulado, num reforço das dimensões de investigação, modernização tecnológica e criação de valor. O prémio especial é atribuído por deliberação directa do júri.

O júri é presidido pela Primeira-Dama, Ana Dias Lourenço, que volta a assumir a liderança do painel. A presidente do júri sublinhou, no lançamento, que os prémios traduzem a confiança no talento e na capacidade das organizações nacionais. “uma afirmação da confiança no talento, na capacidade de inovação e na excelência das organizações e das pessoas que constroem diariamente o futuro do País.” Integram ainda o júri José Octávio Van-Dúnem, Noelma Viegas d’Abreu, Armando Manuel e Aia-Eza da Silva, aos quais se juntam, nesta edição, Mário Nascimento e Lucrécio Costa.

O presidente da Deloitte Angola, José Barata, afirmou que a iniciativa nasceu com um propósito claro de reconhecimento e visibilidade. “uma missão muito clara, a de reconhecer e dar visibilidade às organizações, aos líderes e aos projectos que contribuem de forma consistente para o desenvolvimento económico e social de Angola.”

Os vencedores da 11.ª edição serão anunciados na cerimónia de entrega de prémios marcada para 7 de Outubro, em Luanda.

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