Ministro do Planeamento, Victor Hugo Guilherme, apontou o Corredor do Lobito como exemplo de iniciativa com impacto para além das fronteiras nacionais. Delegação da CEEAC defendeu maior dinamização da livre circulação de pessoas, da abertura dos mercados e da aplicação das decisões dos Chefes de Estado
Os projectos regionais construídos em Angola devem gerar benefícios para os países vizinhos, defendeu o ministro do Planeamento num encontro com a CEEAC, em Luanda.
O encontro decorreu na segunda-feira, 24 de Agosto, no Ministério do Planeamento, e reuniu Victor Hugo Guilherme com uma delegação da Comunidade Económica dos Estados da África Central, organização regional de que Angola é membro. Estiveram em discussão o reforço da integração económica regional, a livre circulação de pessoas e bens e a implementação de projectos com impacto para os países da África Central.
Ao abordar as perspectivas de integração económica, o ministro sustentou que os projectos regionais, “mesmo sendo construídos em Angola, devem oferecer benefícios para outros países”, apontando o Corredor do Lobito como exemplo de uma iniciativa com potencial para dinamizar as trocas comerciais e a circulação de produtos na região. Victor Hugo Guilherme destacou ainda o aproveitamento das potencialidades demográficas e naturais do continente como factor de redução da dependência externa e de fortalecimento das economias africanas.
A delegação da CEEAC destacou o papel estratégico de Angola no processo de integração da região e defendeu maior dinamização dos esforços para promover a livre circulação de pessoas, a abertura e integração dos mercados e a implementação das decisões adoptadas pelos Chefes de Estado e de Governo.
A vice-presidente da Comissão da CEEAC, Mariam Mahamat Nour, reconheceu o contributo angolano para o avanço das iniciativas de integração regional e manifestou o interesse da organização em prosseguir a cooperação com as instituições nacionais na execução das acções previstas, designadamente na integração dos mercados, na livre circulação e nas tarifas externas comuns.
A comitiva, integrada por representantes do Comité de Representantes Permanentes e da Comissão da CEEAC, encontra-se em Angola no quadro de uma missão de trabalho destinada a aprofundar o diálogo com parceiros estratégicos e o processo de integração regional.
O Corredor do Lobito liga o porto do Lobito à fronteira com a República Democrática do Congo ao longo de cerca de 1.300 quilómetros e está concessionado à Lobito Atlantic Railway, sociedade participada pela Mota-Engil e pela Trafigura. O projecto de reabilitação e operação da linha atingiu o fecho financeiro a 3 de Julho de 2026, com um pacote de 753 milhões de dólares que inclui 553 milhões da International Development Finance Corporation dos Estados Unidos e 200 milhões do Development Bank of Southern Africa. Está ainda em desenvolvimento uma extensão ferroviária para a Zâmbia





