Secretário de Estado português afirma que as empresas nacionais não receiam competir em Angola e destaca o crescimento das exportações para o país
Dados preliminares apontam para uma subida de 9% nas exportações portuguesas para Angola nos primeiros quatro meses de 2026
As empresas portuguesas não receiam a concorrência no mercado angolano e continuam a reforçar a sua presença no país, afirmou o secretário de Estado da Economia e do Comércio Externo de Portugal, durante uma visita a Angola. O responsável destacou o crescimento das relações comerciais entre os dois países.
Dados preliminares do Instituto Nacional de Estatística de Portugal apontam para um aumento de 9% nas exportações portuguesas para Angola nos primeiros quatro meses de 2026. A evolução reforça a importância do mercado angolano para as empresas portuguesas.
O secretário de Estado afirmou que as empresas portuguesas estão preparadas para competir com operadores de outros países presentes em Angola. Segundo o responsável, a experiência acumulada, a proximidade linguística e cultural e o conhecimento do mercado constituem vantagens para as empresas portuguesas.
A presença empresarial portuguesa em Angola abrange sectores como a construção, energia, banca, indústria, comércio, telecomunicações e serviços. Nos últimos anos, empresas de outros países também aumentaram a sua presença no mercado angolano, elevando a concorrência por contratos e oportunidades de investimento.
O crescimento das exportações ocorre num momento em que Angola procura aumentar a oferta de bens e serviços e atrair investimento estrangeiro para sectores não petrolíferos. Para Portugal, o país continua a ser um dos principais mercados africanos para as suas empresas.
A relação económica entre os dois países também é marcada por investimentos angolanos em Portugal e por uma forte presença de empresas portuguesas em Angola. A evolução do comércio bilateral dependerá, contudo, da capacidade de aumentar a diversificação dos produtos e serviços transaccionados.
A concorrência internacional no mercado angolano deverá continuar a intensificar-se à medida que o país procura atrair capital e tecnologia de diferentes parceiros. Para as empresas portuguesas, a manutenção da sua posição dependerá da capacidade de oferecer preços competitivos, qualidade e soluções adaptadas às necessidades do mercado.
A mensagem transmitida pelo responsável português é clara: apesar do aumento da concorrência, as empresas portuguesas continuam a considerar Angola um mercado estratégico e não demonstram intenção de abandonar a disputa pelas oportunidades existentes no país.





