Computadores com o sistema operativo antigo registam, em média, 1.903 vulnerabilidades activas, contra 652 no Windows 11
Fim do suporte oficial e atraso nas actualizações deixam cerca de um em cada seis dispositivos exposto a riscos elevados
O Windows 10 apresenta quase três vezes mais vulnerabilidades activas do que o Windows 11, numa altura em que milhões de utilizadores continuam a utilizar o sistema operativo apesar do fim do seu suporte oficial. Uma análise da Lansweeper revela que os computadores que permanecem no sistema antigo estão significativamente mais expostos a riscos de segurança.
Segundo o estudo, um dispositivo típico com Windows 10 apresenta, em média, 1.903 vulnerabilidades e exposições comuns (CVEs) activas. Nos computadores com Windows 11, a média é de 652 vulnerabilidades, uma diferença de aproximadamente 2,9 vezes entre os dois sistemas operativos.
A situação torna-se mais grave quando é analisado o nível de risco das falhas. Cerca de 66,6% das vulnerabilidades identificadas nos dispositivos com Windows 10 são classificadas como elevadas ou críticas, sendo que algumas já estão a ser exploradas activamente por cibercriminosos.
O fim do suporte oficial do Windows 10, em Outubro de 2025, contribuiu para aumentar a diferença de segurança entre os dois sistemas. As actualizações de segurança lançadas pela Microsoft para o Windows 11 podem ainda revelar indirectamente falhas que continuam sem correcção no sistema operativo anterior, permitindo aos atacantes identificar vulnerabilidades através de engenharia reversa.
Apesar dos riscos, cerca de 16,9% dos utilizadores ainda não actualizaram para o Windows 11. O Windows 11 representa actualmente 78,8% dos dispositivos analisados, mas a permanência de milhões de computadores no sistema antigo continua a constituir um problema de segurança para empresas e utilizadores individuais.
O custo da actualização do hardware é apontado como uma das principais razões para a resistência à mudança. O aumento dos preços da memória e do armazenamento tornou mais atractivo manter computadores antigos, sobretudo em equipamentos que ainda utilizam componentes baseados em DDR4.
Para reduzir os riscos, a Microsoft disponibilizou o programa de Actualizações Alargadas de Segurança, que permite aos consumidores manter determinados dispositivos protegidos contra falhas críticas. A extensão de segurança foi prolongada até 12 de Outubro de 2027, embora a elegibilidade e as condições de acesso possam variar consoante o equipamento e o tipo de utilizador.
A permanência no Windows 10 poderá, contudo, tornar-se cada vez mais arriscada à medida que novas vulnerabilidades forem descobertas. Para os utilizadores que não podem actualizar imediatamente o hardware, manter o sistema devidamente actualizado através dos programas de segurança disponíveis será essencial para reduzir a exposição a ataques.
A diferença entre os dois sistemas mostra que continuar no Windows 10 já não representa apenas adiar uma actualização: para milhões de computadores, significa permanecer num ambiente digital com quase três vezes mais vulnerabilidades activas.





