Compromissos foram assumidos em Nova Iorque, com a participação da ministra do Ambiente angolana, no momento em que a National Geographic Society e a De Beers iniciam a segunda fase da parceria Okavango Eternal. Cerca de 95 por cento da água que chega ao Delta do Okavango tem origem nas terras altas angolanas, classificadas como sítio Ramsar em Janeiro
Representantes dos governos de Angola, da Namíbia e do Botsuana assumiram em Nova Iorque o compromisso de reconhecer a bacia hidrográfica do Cubango-Okavango como um sistema fluvial interligado, desde as nascentes em Angola até ao Delta, no Botsuana.
No encontro participaram o Presidente do Botsuana, Duma Gideon Boko, a ministra dos Minerais e Energia daquele país, Bogolo Joy Kenewendo, a ministra da Agricultura, Pescas, Água e Reforma Agrária da Namíbia, Inge Zaamwani-Kamwi, e a ministra do Ambiente de Angola, Ana Paula Chantre Luna de Carvalho Pereira.
A reunião coincidiu com o encerramento dos primeiros cinco anos da parceria Okavango Eternal, entre a National Geographic Society e a De Beers, e com o arranque de uma segunda fase, de igual duração, destinada a apoiar o Projecto de Vida Selvagem do Okavango nos três países.
Cerca de 95 por cento da água que chega ao Delta do Okavango tem origem nas terras altas angolanas, onde solos arenosos profundos, zonas húmidas, turfeiras, rios e matas de miombo regulam e armazenam a água. A 6 de Janeiro deste ano, Angola classificou Lisima Lya Mwono como o primeiro sítio Ramsar do país, numa área superior a 53 mil quilómetros quadrados que alimenta também a planície de inundação do Zambeze.
O trabalho em Angola é executado pela Fundação Lisima, organização sediada no país, que actua em investigação ecológica, planeamento do uso da terra e conservação com as comunidades, apoiando ainda agricultura regenerativa, apicultura e gestão de recursos naturais.
O director-geral da Fundação Lisima, Elves Zambela, defende que a protecção das águas de nascente tem de assentar nas populações locais. Segundo o responsável, a nascente do Cubango-Okavango está em Angola “mas o seu futuro é partilhado”, cabendo à fundação desenvolver conhecimento, instituições e meios de subsistência que sustentem a gestão destas paisagens.
A Paisagem de Lisima abrange as províncias do Bié, Cuando, Cubango, Huambo, Moxico e Moxico Leste.








