FIC Luanda 2026 liga o cinema angolano ao mundo e abre novas oportunidades para o sector

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O Festival Internacional de Cinema de Luanda (FIC Luanda) apresenta esta quarta-feira, 30 de Setembro, no Cine Alfa, em Luanda, a sua 8.ª edição. O evento regressa onze anos depois, com o fim de aproximar o cinema nacional de outras cinematografias e criar oportunidades de circulação, formação e intercâmbio entre profissionais angolanos e estrangeiros. O FIC Luanda 2026 decorre de 28 de Outubro a 2 de Novembro.

Com mais de 100 filmes de mais de 20 países, cerca de 160 profissionais envolvidos e uma previsão de 6 mil espectadores, o FIC Luanda regressa num momento de renovação do cinema angolano. A apresentação desta quarta-feira dará a conhecer, pela primeira vez, a programação completa da 8.ª edição, com destaque para os filmes seleccionados para a Competição Nacional, as diferentes secções competitivas e mostras, a agenda de actividades e formação, os convidados e outros momentos que irão marcar os seis dias do Festival.

A Nigéria será o país convidado desta edição, enquanto o cinema brasileiro contará com uma programação específica. Entre os filmes internacionais já anunciados estão “Sirât”, do realizador espanhol Oliver Laxe, vencedor do Prémio do Júri no Festival de Cannes 2025, e “Congo Boy”, do realizador congolês Rafiki Fariala, premiado este ano também em Cannes. 

A par das obras cinematográficas, a vertente de formação terá um lugar de destaque na programação do FIC Luanda 2026. Os conteúdos, participantes e diferentes formatos desta componente serão igualmente apresentados durante a conferência, que permitirá conhecer de forma integrada a proposta do Festival para profissionais, criadores, estudantes e novos públicos. A formação abrange áreas técnicas e de produção, curadoria, programação, pensamento crítico, preservação, arquivo e memória cinematográfica.

O Cine Alfa e o Teatro Nacional, recentemente reabilitados, recebem esta edição do FIC Luanda. A escolha destes espaços insere-se numa reflexão sobre a importância das salas de cinema, da formação de públicos e da criação de circuitos que permitam às obras chegar a mais espectadores.

“Esta edição representa uma nova etapa para o FIC Luanda, que será um ponto de encontro entre obras de diferentes origens e linguagens, e entre profissionais com percursos e experiências diversas. Este contacto permitirá ao público angolano conhecer outras realidades e, aos profissionais do sector, trocar conhecimentos e criar relações que podem continuar para além do Festival. É também assim que se abrem caminhos para novos projectos e para uma maior ligação do cinema angolano ao que se faz noutros países”, afirma Jorge Cohen, Director-Geral da Geração 80, entidade responsável pela organização e produção do FIC Luanda 2026.

A partir desta edição, o FIC Luanda inicia também uma estratégia de afirmação, com o objectivo de se posicionar entre os principais festivais de cinema de África e tornar Luanda um ponto cada vez mais relevante para a indústria cinematográfica no continente e no mundo.

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