Oitava edição decorre de 28 de Outubro a 2 de Novembro, com mais de cem filmes, seis competições oficiais e cinco mostras paralelas. Sessões distribuem-se por cinco salas de Luanda, com exibições ao ar livre no Largo do Kinaxixi
O Festival Internacional de Cinema de Luanda regressa onze anos depois da última edição, com mais de cem filmes e uma competição nacional que recebeu 37 candidaturas através de processo aberto.
A programação da oitava edição foi apresentada na quarta-feira, no Cine Alfa, e o festival decorre de 28 de Outubro a 2 de Novembro. Inclui competições nacional e internacional, ambas com as categorias de longa-metragem de ficção, documentário e curta-metragem, num total de seis prémios atribuídos por um júri de profissionais angolanos e internacionais.
Os filmes internacionais a concurso foram seleccionados por convite e incluem títulos com passagem por Cannes, Veneza e Roterdão, entre os quais “My Father’s Shadow”, de Akinola Davis Jr., da Nigéria, “Congo Boy”, de Rafiki Fariala, “O Riso e a Faca”, do português Pedro Pinho, “Narciso”, do brasileiro Jefferson De, e “Sirât”, do galego Oliver Laxe.
Fora da competição, a Nigéria é o país convidado, com o programa S16 — Nigerian Focus, dedicado a Nollywood. Há ainda uma Mostra de Cinema Brasileiro Contemporâneo e duas mostras sobre Angola: “50 Anos de Independência”, centrada na libertação, memória colectiva e transformação social, e “Visit Angola”. Foi criada também a secção Kia’Ndengue, dedicada ao público infanto-juvenil, a partir do número de filmes para crianças e jovens recebidos nesta edição.
As sessões decorrem no Cine Teatro Nacional, no Cinemax Fortaleza, no Instituto Guimarães Rosa, no Centro Cultural Camões e no Centro de Ciência de Luanda, com exibições do Cine Zunga no Largo do Kinaxixi. A agenda inclui ainda o laboratório LuaLAB, oficinas especializadas e encontros dedicados ao mercado e à co-produção.
O director-geral da Geração 80, entidade responsável pela organização, Jorge Cohen, sustenta que o cinema angolano atravessa um momento de crescimento e que importa aproveitá-lo para criar oportunidades no sector. Segundo o responsável, o objectivo é “fazer crescer o Festival de forma consistente” e contribuir para afirmar Luanda como capital cinematográfica africana. A organização estabelece como meta tornar-se, até 2030, o principal festival da região.





