Residência artística sobre os oceanos recebe 23 candidaturas para três vagas em Luanda

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Iniciativa da Atlantic Logistic Services com a galeria The Art Affair decorre de 21 de Setembro a 21 de Outubro e atribui um milhão de kwanzas a cada artista seleccionado. Promotora classifica a adesão como elevada, sem indicar termo de comparação, tratando-se da primeira edição do programa

A residência artística “Atlantic Waves of Change — Arte pelos Oceanos” recebeu 23 candidaturas de artistas visuais angolanos para três vagas, anunciou a promotora Atlantic Logistic Services.

O período de candidaturas encerrou na sexta-feira, 31 de Julho, e esteve aberto desde 8 de Junho, Dia Mundial dos Oceanos. A convocatória dirigiu-se a artistas angolanos maiores de 18 anos com trabalho nas áreas da pintura, escultura e instalação, tendo sido dada preferência a candidatos com experiência na utilização de resíduos ou materiais reutilizados. Trata-se da primeira edição do programa, pelo que não existe termo de comparação para a avaliação de adesão feita pela empresa.

O processo entra agora na fase de selecção, que a promotora diz ter em conta a qualidade artística e conceptual das propostas, a relação com as temáticas da residência, a viabilidade de execução e o potencial de impacto ambiental, educativo e comunitário. O comunicado não indica a data prevista para o anúncio dos seleccionados nem a composição do júri.

Citado no comunicado, o director-geral da Atlantic Logistic Services, Jesper Kristensen, agradeceu a participação dos concorrentes e classificou a avaliação como um processo difícil. Segundo o responsável, cada candidatura representa “uma perspectiva, uma preocupação e uma possibilidade de transformação”.

A residência decorrerá em Luanda entre 21 de Setembro e 21 de Outubro, num total de 30 dias, e dará aos três seleccionados um espaço de pesquisa, experimentação e produção de obras que cruzem arte, ambiente, materiais reciclados, comunidades costeiras e preservação dos ecossistemas marinhos. O programa inclui formação, mentoria e acompanhamento técnico e curatorial de Hemak Verkron, um subsídio de participação de um milhão de kwanzas por artista, num total de três milhões de kwanzas, além de alojamento e refeições. O comunicado não identifica o local da residência nem esclarece se o subsídio é ilíquido.

O programa termina com uma exposição aberta ao público, com as obras produzidas durante a residência. A empresa apresenta a iniciativa, desenvolvida em parceria com a galeria The Art Affair, como parte do seu compromisso com a sustentabilidade e com projectos de impacto comunitário.

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