Capacitação antecede recolha de dados que permitirá actualizar indicadores sobre emprego e actividade económica informal em Angola
Operação estatística pretende reforçar o conhecimento sobre um sector que emprega a maioria da população activa
O Instituto Nacional de Estatística (INE) iniciou a formação dos agentes de campo que irão participar no Inquérito ao Sector Informal, uma operação estatística destinada a recolher informação detalhada sobre a dimensão, características e impacto da economia informal em Angola. A capacitação decorre antes do início do trabalho de recolha de dados em todo o território nacional.
Durante a formação, os agentes recebem instruções sobre os procedimentos de recolha de informação, utilização dos instrumentos estatísticos, normas de confidencialidade e metodologias de entrevista junto dos operadores económicos abrangidos pelo inquérito. O objectivo é assegurar a qualidade e a fiabilidade dos dados que serão recolhidos.
O levantamento permitirá actualizar indicadores relacionados com o emprego informal, os níveis de rendimento, as actividades económicas desenvolvidas e a contribuição deste segmento para a economia nacional. Os resultados deverão servir de base para a formulação de políticas públicas de emprego, inclusão financeira, protecção social e desenvolvimento económico.
De acordo com dados anteriormente divulgados pelo INE, o sector informal continua a desempenhar um papel dominante no mercado de trabalho angolano, concentrando uma parte significativa da população empregada. A realização de um novo inquérito permitirá actualizar essa informação e acompanhar a evolução do sector.
O INE sublinha que todas as informações recolhidas durante o inquérito serão tratadas de forma confidencial e utilizadas exclusivamente para fins estatísticos, em conformidade com a legislação nacional sobre produção estatística oficial.
A formação dos agentes constitui uma das etapas preparatórias da operação estatística, antecedendo o trabalho de campo, a validação dos dados, a análise de consistência e a posterior divulgação dos resultados finais.
Com esta operação, o INE procura actualizar o retrato da economia informal em Angola, fornecendo informação essencial para apoiar decisões de política económica e social num sector que continua a ter um peso determinante no mercado de trabalho nacional.





