Trump pede a Zelensky para travar ataques contra infra-estrutura russa de gasóleo

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O Presidente norte-americano diz que os ataques ucranianos estão a contribuir para uma escassez mundial de gasóleo e pede a Kyiv que procure outros alvos, A pressão surge enquanto a Rússia enfrenta redução da produção de combustíveis e os preços do gasóleo nos Estados Unidos ultrapassam pela primeira vez os seis dólares por galão.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu este domingo ao Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que suspenda os ataques contra infra-estruturas russas de produção e distribuição de gasóleo, alegando que estas operações estão a agravar a escassez mundial do combustível.

“Há muitos outros alvos” que a Ucrânia pode atingir, afirmou Trump, defendendo que Kyiv não deveria atacar as infra-estruturas de gasóleo. O Presidente norte-americano disse que a redução da disponibilidade do combustível está a “prejudicar o mundo”.

A posição surge depois de uma série de ataques ucranianos de longo alcance contra refinarias e outras instalações petrolíferas russas. As operações reduziram a produção de combustíveis no país e contribuíram para faltas de gasolina e gasóleo no mercado interno russo.

Preços sob pressão

Nos Estados Unidos, o preço médio nacional do gasóleo ultrapassou pela primeira vez os seis dólares por galão na quinta-feira, segundo a GasBuddy, plataforma de acompanhamento de preços citada pela Reuters. O combustível é utilizado no transporte rodoviário e ferroviário, no transporte marítimo e na agricultura.

A pressão sobre o mercado energético ocorre num contexto internacional particularmente instável. Além dos efeitos da guerra entre Rússia e Ucrânia, os mercados enfrentam perturbações relacionadas com o conflito no Médio Oriente e com os fluxos de petróleo e combustíveis. Trump, contudo, atribuiu neste domingo uma parte significativa da actual pressão sobre o gasóleo às consequências da guerra na Ucrânia.

A Rússia também reviu em baixa as suas previsões de produção de petróleo para 2026, para o nível mais baixo em 17 anos, e reduziu as expectativas para as exportações de combustíveis nos próximos anos, segundo um projecto de relatório analisado pela Reuters.

Kyiv mantém estratégia contra energia russa

A Ucrânia considera os ataques à infraestrutura energética russa parte da sua estratégia militar. Kyiv tem procurado atingir instalações utilizadas para sustentar o esforço de guerra de Moscovo, numa tentativa de reduzir as receitas e a capacidade logística russas.

A pressão de Trump coloca, assim, uma questão económica e estratégica para Kyiv: continuar a atacar uma fonte importante de abastecimento e financiamento da Rússia ou reduzir as operações para evitar efeitos mais amplos sobre o mercado internacional de combustíveis.

Não há indicação, na matéria da Reuters, de que Zelensky tenha aceite o pedido de Trump. O apelo ocorre enquanto Washington tenta novamente pressionar Moscovo e Kyiv para encontrarem uma saída negociada para a guerra.

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