Trump regressa ao jantar de jornalistas após ataque que interrompeu evento e transforma discurso em novo confronto com a imprensa

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Presidente norte-americano volta à cerimónia da Associação de Correspondentes da Casa Branca, realizada sob fortes medidas de segurança três meses depois de um tiroteio
Trump combinou humor, ataques aos adversários políticos e críticas aos meios de comunicação num evento dedicado à liberdade de imprensa

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, regressou na sexta-feira ao jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, quase três meses depois de um ataque armado ter interrompido a cerimónia original. O evento foi realizado novamente sob fortes medidas de segurança e acabou marcado por um discurso que misturou humor, críticas à imprensa e ataques aos adversários políticos.

A cerimónia estava originalmente prevista para 25 de Abril, no Washington Hilton, mas foi interrompida depois de um homem ter tentado atravessar um ponto de controlo de segurança e disparado uma caçadeira nas proximidades do salão onde Trump e membros da sua Administração se preparavam para tomar os seus lugares. O suspeito, Cole Allen, declarou-se inocente em Maio das acusações, incluindo tentativa de assassinar o Presidente.

A nova edição foi transferida para o hotel Waldorf Astoria, em Washington, com um dispositivo de segurança reforçado. O evento também homenageou o agente do Serviço Secreto Victor Gonzales, reconhecido pelo papel desempenhado durante o ataque de Abril.

Durante o discurso, Trump começou por acompanhar o tom descontraído tradicional da cerimónia, mas rapidamente passou a abordar temas recorrentes dos seus comícios. O Presidente criticou adversários políticos e meios de comunicação, enquanto defendia a sua relação com a imprensa e afirmava ter proporcionado um nível de acesso sem precedentes aos jornalistas.

Trump afirmou igualmente acreditar na liberdade de imprensa e apresentou a sua Administração como uma das mais transparentes da história dos Estados Unidos. A declaração surge, contudo, num contexto de frequentes confrontos entre o Presidente e organizações de comunicação social.

O jantar reúne anualmente jornalistas, políticos e membros da Administração norte-americana. Além de celebrar a liberdade de imprensa protegida pela Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, a cerimónia angaria fundos para bolsas de estudo destinadas a estudantes de jornalismo.

O ataque de Abril tornou o regresso de Trump ao evento particularmente simbólico. A cerimónia foi retomada sob o lema de que a violência política não deve impedir a realização de eventos públicos, mas as medidas de segurança foram significativamente reforçadas.

A presença do Presidente também reacendeu o debate sobre a relação entre Trump e a imprensa. Enquanto organizações e jornalistas criticam aquilo que consideram ataques recorrentes aos meios de comunicação, Trump continua a apresentar as suas críticas como parte da disputa política e a defender a sua própria relação com os jornalistas.

Depois de um ataque ter interrompido a cerimónia, Trump voltou ao jantar que durante anos evitou — e aproveitou o palco para mostrar que a guerra com a imprensa está longe de terminar.

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