John Mueller reconhece que os relatórios do Google Search Console ainda não conseguem medir com precisão a exposição dos links nos resumos gerados por inteligência artificial,O problema coloca em causa métricas tradicionais como impressões e posição, concebidas para uma página de resultados baseada em links ordenados.
A Google reconheceu limitações nos relatórios do Search Console destinados a acompanhar o desempenho de páginas nos resumos gerados por inteligência artificial, conhecidos como AI Overviews. John Mueller, representante da empresa, concordou com críticas apresentadas por especialistas de optimização para motores de busca numa discussão no Reddit.
As críticas concentram-se na forma como o Search Console aplica métricas tradicionais a uma página de resultados que deixou de funcionar exclusivamente através de uma lista ordenada de links. Segundo a análise citada pelo TugaTech, o sistema continua parcialmente baseado na lógica dos tradicionais dez resultados apresentados nos motores de pesquisa.
Impressões podem não representar exposição real
Um dos problemas está na contagem de impressões. Actualmente, o Search Console regista uma impressão quando o resumo de IA é carregado, mesmo que o utilizador não percorra a página até à ligação apresentada no conteúdo gerado.
Ao mesmo tempo, ligações escondidas sob uma opção de expansão só passam a contabilizar uma impressão quando o utilizador revela esse conteúdo. O resultado pode ser uma combinação de sobrevalorização de algumas exposições e subestimação de outras.
A métrica de posição também apresenta limitações. Em vez de indicar a localização exacta de cada ligação dentro do resumo de IA, o Search Console atribui à ligação a posição ocupada pelo bloco completo na página de resultados.
Na prática, duas ligações com posições diferentes dentro do mesmo resumo podem acabar associadas à mesma posição nos dados apresentados aos proprietários dos sites.
Google admite dificuldade em medir a nova pesquisa
Mueller confirmou o diagnóstico e explicou que a posição continua a ser contabilizada como um único bloco porque ainda é difícil estruturar a métrica de outra forma. O responsável reconheceu que as páginas de resultados actuais permitem diferentes formas de interacção, tornando menos adequado o modelo tradicional baseado em posições numeradas de um a dez.
A Google pediu ainda contributos à comunidade de SEO sobre formas de melhorar o acompanhamento destas novas modalidades de pesquisa. A questão torna-se relevante à medida que os resumos de IA ocupam mais espaço nos resultados e alteram a forma como os utilizadores descobrem informação na Internet.
Para os proprietários de sites, a limitação significa que os dados do Search Console devem ser interpretados com cautela quando utilizados para avaliar a visibilidade dentro de resultados gerados por IA. As métricas continuam disponíveis, mas podem não traduzir directamente a exposição efectiva de uma ligação perante o utilizador.





