Drones russos atingiram duas estações de combustível em Kyiv, provocando duas mortes e 12 feridos, incluindo uma criança.
O ataque ocorreu durante uma nova escalada dos bombardeamentos, enquanto a Ucrânia intensifica também ataques contra infra-estruturas russas.
Duas pessoas morreram e outras 12 ficaram feridas, incluindo um rapaz de 12 anos, durante ataques russos com drones contra duas estações de combustível em Kyiv, na madrugada de sexta-feira, 11 de Setembro. Uma das estações foi atingida duas vezes.
O ataque ocorre depois de semanas de intensificação da campanha aérea russa contra a capital ucraniana. Segundo a Reuters, Moscovo tem utilizado com maior frequência drones de propulsão a jacto, considerados mais rápidos e difíceis de interceptar do que modelos anteriores.
Além das estações de combustível, um edifício residencial em Kyiv foi atingido durante a noite, deixando oito pessoas feridas. Também foram registados ataques contra instalações utilizadas pela Kyivstar, maior operadora móvel da Ucrânia, embora a empresa tenha informado que a sua rede continuava operacional.
Os ataques desta sexta-feira aconteceram após uma breve pausa nos bombardeamentos contra a capital durante a visita dos enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner à Ucrânia. Os ataques foram retomados depois da saída dos representantes dos Estados Unidos.
Kyiv e Moscovo ampliam ataques de longo alcance
A Ucrânia respondeu com ataques de drones contra várias regiões russas. Na região de Tula, duas pessoas morreram, segundo o governador local, enquanto outra morte foi registada na região de Kursk.
As forças ucranianas também afirmaram ter atingido instalações da indústria petrolífera nas regiões russas de Saratov e Volgogrado. Um ataque provocou ainda um incêndio num centro logístico da empresa de comércio electrónico Ozon, em Saratov.
A intensificação dos ataques ocorre enquanto as linhas da frente permanecem relativamente estáticas. Rússia e Ucrânia têm recorrido cada vez mais a ataques de longo alcance contra infra-estruturas logísticas, energéticas e económicas, numa tentativa de afectar a capacidade do adversário de sustentar o esforço de guerra.
Ambos os países negam ter como alvo deliberado a população civil. No entanto, a sucessão de ataques contra edifícios residenciais, estações de combustível, instalações comerciais e outras infra-estruturas tem aumentado o impacto da guerra sobre a vida quotidiana das populações.





