A Competição Internacional de Ficção do Festival Internacional de Cinema de Luanda (FIC Luanda) 2026 apresentou hoje os primeiros filmes da sua selecção, com obras provenientes de Portugal, Brasil, África do Sul, Nigéria, República Democrática do Congo, Espanha, entre outros. A decorrer de 28 de Outubro a 2 de Novembro, em Luanda, o festival assume-se como uma nova plataforma de descoberta, circulação e intercâmbio para o cinema africano e internacional.
O FIC Luanda regressa 11 anos depois da última edição, num momento de renovação do cinema angolano e de reforço do intercâmbio com outras cinematografias. A Competição Internacional de Ficção integra esta nova etapa do festival, reunindo uma selecção de documentários e de longas e curtas-metragens de realizadores africanos, europeus e sul-americanos, produzidos entre 2025 e 2026.
Entre as obras confirmadas estão “Variations on a theme”, dirigido por Devon Delmar e Jason Jacobs (África do Sul), premiado como o Melhor Filme do Festival Internacional de Cinema de Roterdão 2026; “Sirat”, do realizador Oliver Laxe (Espanha), vencedor do Prémio do Júri do Festival de Cannes, no ano passado; ou “Congo Boy”, do realizador Rafiki Fariala (República Democrática do Congo), estreado este ano na secção “Un Certain Regard” do Festival de Cannes, categoria na qual foi distinguido com o prémio de Melhor Actor.
A lista preliminar já divulgada inclui ainda títulos como “Time to Change”, da realizadora angolana Pocas Pascoal (Portugal); “O Riso e a Faca”, de Pedro Pinho (Portugal); “Amilcar”, de Miguel Eek (Espanha), “Narciso”, de Jeferson De (Brasil) ou “The Odds”, do realizador Kewa Oni (Nigéria).
Em conjunto, as obras estabelecem um diálogo entre diferentes culturas, experiências e formas de contar histórias, com histórias que exploram temas universais como identidade, sobrevivência, sonhos e transformação, revelando a diversidade de vozes que marcam o cinema contemporâneo.
“A selecção destes primeiros filmes reflecte por uma parte a ambição do FIC Luanda de criar uma plataforma capaz de aproximar diferentes cinematografias, colocando Angola em diálogo com o circuito internacional de festivais e promovendo maior circulação de histórias e talentos entre África e o mundo; e por outra a intenção de trazer títulos que refletem o grande momento do cinema africano contemporâneo”, considerou Lara Sousa, programadora do festival.
O FIC Luanda 2026 prevê a apresentação de aproximadamente 120 filmes provenientes de mais de 18 países, distribuídos por secções competitivas nacionais e internacionais e mostras paralelas. A programação inclui ainda actividades complementares destinadas a promover formação e o intercâmbio entre criadores, profissionais da indústria e públicos diversos.
O regresso do FIC Luanda integra um movimento mais amplo de revitalização do sector audiovisual angolano promovido pela Agência Nacional das Indústrias Culturais e Criativas (ANICC) de Angola. A reabilitação de salas de cinema, a aposta na formação e o reforço das condições para produção, circulação e exibição de obras no âmbito do FIC Luanda 2026 fazem parte desta estratégia para reconstruir uma ligação sustentável entre criadores, indústria e públicos.
Nos próximos anos, o FIC Luanda ambiciona afirmar-se entre os eventos cinematográficos de referência no continente, contribuindo para fortalecer as redes de produção, distribuição e exibição cinematográfica na África Subsaariana.





