Amazon coloca 29 novos satélites em órbita e aproxima-se do lançamento da sua Internet global

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Empresa de Jeff Bezos acelera expansão da constelação Amazon Leo para competir com a Starlink
Projecto pretende fornecer Internet de alta velocidade a regiões remotas e mercados mal servidos por redes terrestres

A Amazon colocou em órbita mais 29 satélites de Internet de baixa órbita terrestre, reforçando a sua constelação Amazon Leo e aproximando-se do lançamento comercial do serviço de banda larga global. O lançamento foi realizado a partir de Cabo Canaveral, nos Estados Unidos, utilizando um foguetão Atlas V da United Launch Alliance.

A missão elevou para cerca de 396 o número de satélites já colocados em órbita pela empresa, um marco considerado importante para o início da prestação de serviços em determinadas regiões do mundo. A Amazon afirmou anteriormente que pretende iniciar a comercialização do serviço em meados de 2026, à medida que a cobertura da constelação se torna mais robusta.

O projecto, anteriormente conhecido como Project Kuiper, foi rebatizado como Amazon Leo em 2025 e representa um investimento de cerca de 10 mil milhões de dólares destinado a competir directamente com a Starlink, serviço de Internet por satélite da SpaceX, de Elon Musk. A iniciativa visa fornecer ligações de alta velocidade e baixa latência a consumidores, empresas e entidades governamentais em regiões onde as infra-estruturas tradicionais de telecomunicações são limitadas ou inexistentes.

A corrida pela Internet via satélite entrou numa nova fase nos últimos meses, com vários operadores a acelerarem o lançamento de constelações em órbita terrestre baixa. Apesar dos progressos da Amazon, a empresa continua bastante atrás da Starlink, que já opera uma rede com mais de 10.000 satélites e uma presença consolidada em dezenas de países.

Segundo a licença concedida pela Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos, a Amazon deve colocar em funcionamento metade da sua constelação planeada de 3.236 satélites até ao final de Julho de 2026, um calendário ambicioso que obrigou a empresa a aumentar significativamente o ritmo dos lançamentos.

Para cumprir os objectivos de implantação, a Amazon reservou dezenas de lançamentos junto de vários operadores espaciais, incluindo a United Launch Alliance, a Arianespace, a Blue Origin e, de forma inédita, a própria SpaceX, sua concorrente directa no mercado da Internet por satélite.

A empresa acredita que os serviços de conectividade por satélite poderão desempenhar um papel importante na redução da exclusão digital, sobretudo em comunidades rurais e regiões remotas de África, América Latina e Ásia, onde a expansão das redes terrestres continua a enfrentar desafios económicos e logísticos.

Analistas do sector consideram que a entrada da Amazon poderá intensificar a concorrência no mercado da Internet por satélite, pressionando preços e acelerando a inovação tecnológica. No entanto, a empresa enfrenta ainda o desafio de completar rapidamente a sua constelação e demonstrar que consegue oferecer um serviço comparável ao da Starlink em termos de desempenho, cobertura e fiabilidade.

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