O Porto de Luanda registou um crescimento de 23 por cento no tráfego de navios, resultado que reflecte a dinâmica positiva da principal infra-estrutura portuária do país e reforça a necessidade de continuar a investir na sua modernização, afirmou o ministro dos Transportes.
As declarações foram feitas durante as celebrações do 81.º aniversário do Porto de Luanda, ocasião em que o governante destacou que o desempenho alcançado demonstra a crescente relevância do porto para a economia nacional e para o fortalecimento da logística marítima angolana.
Segundo o ministro, o aumento da movimentação de embarcações acompanha o processo de transformação em curso no sector portuário, sustentado por investimentos em infra-estruturas, inovação tecnológica, eficiência operacional e sustentabilidade.
Entre Janeiro e Setembro de 2025, o Porto de Luanda recebeu 4.059 embarcações, contra 3.305 registadas no mesmo período do ano anterior. O crescimento foi impulsionado sobretudo pelo aumento de navios de longo curso e das embarcações de apoio à indústria petrolífera, enquanto o movimento de passageiros registou uma ligeira redução.
No mesmo período, a movimentação global de mercadorias atingiu cerca de 12,7 milhões de toneladas, representando um crescimento de dois por cento face ao período homólogo. Os maiores aumentos verificaram-se na carga geral fraccionada, nos granéis sólidos e nas cargas especiais, embora tenha sido registada uma diminuição na carga contentorizada, atribuída à opção de alguns importadores por navios graneleiros, considerados mais competitivos em termos de custos operacionais.
Durante a cerimónia, o ministro dos Transportes defendeu que a modernização do Porto de Luanda deverá continuar a constituir uma prioridade estratégica, através de investimentos na transição energética, digitalização dos serviços portuários e reforço da cabotagem nacional, medidas consideradas essenciais para aumentar a competitividade do sector e consolidar Angola como plataforma logística regional.
O Porto de Luanda continua a assumir um papel central no comércio externo angolano, concentrando uma parte significativa das importações e exportações nacionais, ao mesmo tempo que reforça a sua capacidade para responder ao crescimento da procura logística e ao desenvolvimento económico do país.





