Microsoft vai encerrar o Copilot nas Smart TVs até ao final de 2026

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A Microsoft decidiu descontinuar o suporte do assistente de inteligência artificial nos televisores inteligentes, incluindo modelos da LG e da Samsung. A data exacta para o encerramento ainda não foi anunciada. A decisão surge após críticas à integração do Copilot nos televisores e numa fase em que a empresa está a concentrar a ferramenta em tarefas de produtividade e aplicações profissionais.

A Microsoft vai terminar o suporte do Copilot nos televisores inteligentes até ao final de 2026, encerrando uma experiência que procurava levar a inteligência artificial generativa para o centro do entretenimento doméstico. A informação foi divulgada depois de a LG começar a apresentar notificações aos utilizadores dos seus televisores com webOS, alertando para a descontinuação do serviço.

O aviso indica que a Microsoft decidiu terminar o suporte do Copilot em todos os televisores, incluindo a funcionalidade disponibilizada nos equipamentos da LG. A comunicação acrescenta que o recurso poderá deixar de funcionar em breve, embora não indique um dia específico para o encerramento definitivo.

A medida abrange a integração do assistente em televisores inteligentes e representa uma mudança na estratégia da Microsoft para a sua plataforma de inteligência artificial. Em vez de continuar a expandir o Copilot como um companheiro digital de utilização geral, a empresa tem vindo a dar maior prioridade às aplicações relacionadas com produtividade, trabalho e serviços empresariais.

O encerramento também põe fim a uma experiência que procurava transformar o televisor num dispositivo interactivo, capaz de responder a perguntas, sugerir conteúdos e ajudar os utilizadores a encontrar informações sem terem de recorrer a um computador ou smartphone.

LG confirma fim do suporte em todos os televisores

A confirmação tornou-se pública através de uma notificação apresentada em televisores LG equipados com o sistema operativo webOS. A mensagem informa os utilizadores de que a Microsoft decidiu terminar o suporte do Copilot em todos os televisores e que a funcionalidade poderá deixar de estar disponível antes do início de 2027.

Embora a comunicação tenha sido identificada inicialmente em equipamentos da LG, o aviso refere uma decisão mais abrangente, que inclui a integração do assistente em televisores de diferentes fabricantes.

A Microsoft ainda não tinha divulgado uma data exacta para a descontinuação. Por esse motivo, não é possível determinar o momento em que o serviço deixará de funcionar em cada modelo ou mercado.

A decisão não significa que os televisores afectados deixarão de funcionar normalmente. O encerramento diz respeito ao acesso ao Copilot e às funcionalidades associadas, não aos serviços tradicionais de televisão, às aplicações de streaming ou às restantes capacidades dos equipamentos.

Os utilizadores poderão continuar a utilizar as funcionalidades de entretenimento disponíveis nos seus aparelhos, desde que estas não dependam directamente do serviço descontinuado.

O que fazia o Copilot nos televisores?

O Copilot foi apresentado como um assistente de inteligência artificial capaz de responder a perguntas através de comandos de voz e de apresentar informação visual no ecrã. A proposta pretendia tornar a utilização do televisor mais interactiva, aproximando a experiência de um chatbot dos hábitos de consumo de conteúdos audiovisuais.

Entre as funcionalidades disponibilizadas estavam a possibilidade de fazer perguntas gerais, procurar recomendações de filmes e séries e obter informações relacionadas com determinados conteúdos. O assistente podia apresentar respostas acompanhadas de elementos visuais, facilitando a consulta a partir do sofá.

A Microsoft procurava, assim, alargar a presença do Copilot para além dos computadores e dispositivos móveis. A televisão representava uma oportunidade para integrar a inteligência artificial num equipamento utilizado diariamente por milhões de pessoas.

No entanto, a experiência não alcançou uma presença suficientemente consolidada para justificar a continuidade do investimento, segundo a leitura feita por publicações especializadas sobre a decisão. A Microsoft não apresentou, até ao momento da divulgação do encerramento, uma explicação pública detalhada sobre todos os factores que determinaram a retirada.

Integração gerou críticas entre consumidores

A chegada do Copilot aos televisores não foi recebida de forma consensual. Durante 2025, alguns proprietários de televisores LG manifestaram descontentamento depois de encontrarem o assistente na interface dos seus equipamentos após actualizações de software.

Em determinados modelos, o acesso ao Copilot surgiu como um atalho integrado na lista de aplicações, sem que os utilizadores tivessem solicitado directamente a sua instalação. A impossibilidade inicial de remover facilmente o ícone provocou críticas relacionadas com o controlo que os consumidores deveriam ter sobre os dispositivos que compraram.

A controvérsia não estava limitada à utilidade da inteligência artificial. Para parte dos utilizadores, o problema consistia na introdução de funcionalidades não solicitadas numa interface que deveria privilegiar o acesso rápido aos canais, serviços de streaming e aplicações de entretenimento.

A LG esclareceu anteriormente que, em determinados equipamentos, a integração correspondia a um atalho para a versão web do Copilot, aberta através do navegador do televisor, e não a uma aplicação profundamente integrada no sistema operativo. A empresa comprometeu-se também a permitir a remoção do atalho.

A experiência evidenciou uma dificuldade para as fabricantes: acrescentar novas funcionalidades pode aumentar as capacidades dos equipamentos, mas a imposição de serviços que os consumidores não desejam pode gerar resistência e prejudicar a percepção da marca.

Microsoft muda prioridades para o Copilot

O encerramento nos televisores ocorre numa fase em que a Microsoft está a reorganizar a forma como apresenta e desenvolve o Copilot. A empresa tem vindo a reforçar a utilização da inteligência artificial em ferramentas de trabalho, aplicações de produtividade e serviços destinados às organizações.

Esta orientação inclui a integração do assistente em ambientes como o Microsoft 365, onde pode ajudar a redigir documentos, resumir informação, analisar conteúdos e apoiar tarefas profissionais.

A mudança de prioridades reduz a importância de experiências que procuram posicionar o Copilot sobretudo como um companheiro digital para conversas informais ou entretenimento. Neste contexto, manter uma versão específica para televisores poderá representar um investimento menos alinhado com os objectivos actuais da empresa.

A Microsoft tem também procurado consolidar a experiência do Copilot entre diferentes produtos, reduzindo a fragmentação entre versões destinadas ao público geral e ao ambiente profissional.

A retirada dos televisores acompanha, assim, uma tendência de concentração de recursos em funcionalidades consideradas mais relevantes para a utilização diária no trabalho e para a oferta comercial da empresa.

Samsung também é abrangida pela decisão

A decisão de terminar o suporte do Copilot em todos os televisores inclui igualmente os equipamentos Samsung compatíveis com a funcionalidade. A fabricante sul-coreana tinha anunciado a integração do assistente em determinados televisores e monitores inteligentes da sua gama de 2025.

A experiência permitia utilizar comandos de voz para fazer perguntas, procurar informações e receber recomendações. A integração fazia parte da estratégia de incorporar ferramentas de inteligência artificial em dispositivos domésticos, procurando tornar os ecrãs maiores mais interactivos.

Com o fim do suporte, as funcionalidades do Copilot disponibilizadas nesses equipamentos deverão deixar de funcionar de acordo com o calendário que vier a ser confirmado.

A descontinuação não implica, por si só, o fim das funcionalidades de inteligência artificial desenvolvidas pelas próprias fabricantes. A Samsung e a LG poderão continuar a disponibilizar outras ferramentas nos seus sistemas, independentemente da retirada do assistente da Microsoft.

Para os consumidores, a principal consequência será a perda de acesso ao Copilot através do televisor, sem que isso represente necessariamente uma alteração nas restantes aplicações ou serviços disponíveis.

O que devem fazer os utilizadores?

Nesta fase, os proprietários de televisores com Copilot não precisam de tomar medidas especiais para manter o funcionamento normal dos equipamentos. O mais importante será acompanhar as notificações disponibilizadas pelas fabricantes e eventuais informações sobre a data de encerramento.

Quem utiliza o assistente para fazer perguntas ou procurar recomendações poderá recorrer às versões do Copilot disponíveis em dispositivos compatíveis, como computadores e smartphones, enquanto o serviço continuar acessível nessas plataformas.

Também não existe indicação de que os utilizadores tenham de substituir os seus televisores devido a esta decisão. A descontinuação afecta uma funcionalidade específica e não constitui um anúncio de fim de suporte para os sistemas operativos completos dos equipamentos.

A data exacta para o encerramento continua por esclarecer, pelo que o calendário poderá variar conforme a implementação técnica da retirada. Até existir uma comunicação mais detalhada, não é possível garantir quando cada modelo deixará de apresentar ou executar o assistente.

Um sinal dos limites da inteligência artificial no entretenimento doméstico

A retirada do Copilot dos televisores mostra que a expansão da inteligência artificial para novos dispositivos não garante, por si só, uma utilização duradoura. Embora os assistentes digitais possam oferecer novas formas de pesquisa e interacção, o seu valor depende da utilidade prática, da facilidade de utilização e da aceitação por parte dos consumidores.

No caso dos televisores, a integração de um chatbot precisa de competir com hábitos já estabelecidos, como utilizar o comando para abrir aplicações, procurar filmes e navegar pelos serviços de streaming. Se a nova funcionalidade não oferecer vantagens claras, poderá tornar-se apenas mais um elemento na interface.

A polémica em torno da instalação de atalhos não solicitados também reforça a importância de permitir que os utilizadores controlem as funcionalidades presentes nos seus equipamentos.

Com o encerramento previsto para antes do final de 2026, a Microsoft abandona uma das suas experiências de integração do Copilot no entretenimento doméstico. A empresa continuará a desenvolver a sua estratégia de inteligência artificial noutras plataformas, enquanto os fabricantes de televisores terão de decidir como equilibrar novas funcionalidades, simplicidade de utilização e preferência dos consumidores.

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