As candidaturas ao programa de 2027 da Nesr Art Foundation estão abertas até 20 de Novembro. O programa recebe seis artistas emergentes de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.
A Nesr Art Foundation abriu as candidaturas ao seu programa de residências artísticos de 2027, em Luanda, dirigido a artistas emergentes de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe. O prazo termina a 20 de Novembro, às 23h30, hora de Angola, segundo a fundação.
O programa terá três sessões de dez semanas, em Fevereiro, Maio e Outubro de 2027, cada uma com dois artistas, num total de seis. Os seleccionados recebem estúdio equipado, alojamento partilhado, uma bolsa mensal paga em moeda local, apoio à produção e sessões de mentoria com o comité artístico. Aos artistas que não vivem em Angola, a fundação paga também a viagem e o visto. O valor da bolsa não é divulgado.
Quem pode concorrer
O programa destina-se a artistas com pelo menos 18 anos, cidadãos e residentes num dos cinco países. Têm prioridade os que nunca expuseram internacionalmente nem receberam apoio institucional. Colectivos não são aceites.
A candidatura faz-se por formulário no site da fundação e inclui portfólio, documento de identificação, textos breves sobre a prática artística e a motivação e dez imagens de obras. Os resultados são comunicados até 31 de Dezembro.
O comité artístico é composto pelo nigeriano Azu Nwagbogu, fundador do festival LagosPhoto, pela curadora zimbabueana Tandazani Dhlakama e pelo curador brasileiro Thiago de Paula Souza.
Um programa em mudança
A fundação foi criada em 2021 em Luanda pelo casal de filantropos Hiba e Wissam Nesr. Na abertura, o programa destinava-se a artistas baseados em Angola e previa oito residentes por ano, em quatro sessões de três meses, segundo o The Art Newspaper. Face a esse formato inicial, o de 2027 tem menos vagas e abrange mais países.
Desde 2021, passaram pelas residências mais de 30 artistas, segundo a lista publicada pela fundação, entre os quais Irene A’mosi, Gegé M’bakudi, Resem Verkron e Benigno Mangovo.





