A KIXIMA apresentou um sistema digital de aprovisionamento que liga petrolíferas a fornecedores e prevê reduzir até 70% os prazos de pagamento, hoje de 90 a 180 dias. O lançamento em Angola está previsto para Janeiro de 2027.
A empresa angolana KIXIMA apresentou a 20 de Outubro, em Luanda, uma plataforma digital de aprovisionamento que pretende ligar compradores e fornecedores nos sectores do petróleo e gás, mineração e aviação. O sistema começa pela indústria petrolífera e tem lançamento previsto para Janeiro de 2027, segundo a empresa. A apresentação foi feita a associações do sector, no Hotel de Convenções de Talatona.
O principal argumento da plataforma é o prazo de pagamento. Segundo a KIXIMA, os fornecedores da indústria recebem hoje a 90, 120 ou 180 dias. O modelo da empresa prevê reduzir esses prazos até 70%, em troca de garantias de execução. Aplicada aos prazos indicados, essa redução significaria pagamentos entre 27 e 54 dias, segundo cálculos da Outside.
A empresa apresenta a plataforma como um instrumento para integrar empresas angolanas nas cadeias de fornecimento do petróleo. Além do sistema de compras, promete avaliar a capacidade efectiva dos fornecedores, apoiar a sua capacitação e facilitar parcerias internacionais.
O co-fundador Danilo Castro defendeu que pagamentos mais rápidos podem melhorar a liquidez das empresas nacionais. “Queremos contribuir para uma mudança na forma como as empresas fazem negócios em Angola, particularmente na indústria petrolífera”, afirmou, citado no comunicado.
A participação de empresas angolanas na indústria petrolífera é regulada pelo regime jurídico do conteúdo local, aprovado pelo Decreto Presidencial n.º 271/20, de 20 de Outubro de 2020. Os prazos de pagamento às pequenas e médias empresas fornecedoras são um dos factores apontados pela KIXIMA como obstáculo à sua capacidade financeira.
Depois de Angola, a empresa prevê chegar a Moçambique em 2028 e à Namíbia em 2030.





