O memorando de entendimento foi renovado a 23 de Outubro, no Palácio das Convenções. A parceria inclui uma residência no Mussulo que juntou artistas africanos, alunos da escola privada e de escolas públicas.
A American Schools of Angola (ASA) e a UNESCO renovaram a 23 de Outubro o memorando de entendimento que as liga na promoção da educação artística e cultural dos jovens. A renovação foi assinalada no Palácio das Convenções, em Luanda, durante a 4.ª Bienal de Luanda, segundo a escola. O acordo enquadra-se no ResiliArt, um movimento lançado pela UNESCO em 2020 para apoiar o sector cultural.
A escola não divulgou a duração nem o conteúdo concreto do memorando renovado.
Uma residência no Mussulo
A principal expressão da parceria é o projecto “Fronteiras Líquidas, Marés em Mudança”, uma residência artística e científica que decorreu no Mussulo entre 16 e 21 de Outubro. Segundo a organização, juntou oito artistas plásticos de vários países africanos, sete alunos de escolas públicas e dez alunos da ASA.
Os participantes trabalharam com tecidos reaproveitados, juta, linhas de pesca descartadas e pigmentos locais. As obras abordam a poluição costeira, o acesso à água e ao litoral e a pressão imobiliária sobre a península. Depois da bienal, foram expostas a 28 de Outubro na Conferência Nacional sobre Poluição Costeira, na Escola Nacional de Administração e Políticas Públicas (ENAPP).
Bustos de materiais reciclados
Na cerimónia foram atribuídos bustos com o nome de Peace Weaver, feitos com tecidos e materiais reciclados recolhidos no Mussulo. Entre os homenageados estão o Presidente da República, João Lourenço, e o director-geral da UNESCO, Khaled El-Enany, segundo a ASA.
A Bienal de Luanda, Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz, é organizada pelo Governo angolano com a UNESCO e a União Africana. A 4.ª edição decorreu a 22 e 23 de Outubro, sob o tema da governação da água em África como instrumento de prevenção e resolução de conflitos.







