A delegação, chefiada pelo ministro da Indústria e Comércio, participa na 9.ª Exposição Internacional de Importação da China, até 10 de Novembro. A feira decorre no primeiro ano de isenção total de tarifas chinesas para os países africanos.
Angola participa na 9.ª edição da Exposição Internacional de Importação da China (CIIE), que decorre em Xangai de 5 a 10 de Novembro. A delegação é chefiada pelo ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns de Oliveira, e integra mais de 100 instituições angolanas, públicas e privadas, segundo nota de imprensa do ministério.
Segundo o ministério, o objectivo da participação é promover o potencial económico do país, atrair investimento e alargar as oportunidades de cooperação comercial com a China. A CIIE é dedicada à promoção de produtos e serviços estrangeiros junto de compradores chineses.
Tarifas zero desde Maio
Esta é a primeira edição da feira desde que a China alargou a isenção de direitos aduaneiros a todos os 53 países africanos com que mantém relações diplomáticas. A medida entrou em vigor a 1 de Maio de 2026 e vale até 30 de Abril de 2028, segundo o Governo chinês. Até então, a isenção abrangia apenas os 33 países africanos classificados como menos desenvolvidos.
Nos produtos sujeitos a quotas, a isenção aplica-se apenas às quantidades dentro da quota.
Um comércio dominado pelo petróleo
Entre Janeiro e Novembro de 2025, as exportações angolanas para a China somaram 14,4 mil milhões de dólares, menos 10,8% do que no mesmo período de 2024, segundo dados das alfândegas chinesas citados pela Lusa. A maior parte corresponde a petróleo bruto. Angola foi o segundo maior parceiro comercial da China entre os países de língua portuguesa, depois do Brasil.
No primeiro semestre de 2026, as trocas comerciais entre os dois países atingiram 10,8 mil milhões de dólares, segundo o embaixador da China em Angola, Zhang Bin.






