Os imóveis ficam em cinco províncias e só podem licitar os candidatos inscritos até 1 de Novembro. Dois dos lotes já tinham ido a leilão em Junho, sem propostas válidas.
O Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE) leva a leilão electrónico, a 12 de Novembro, 13 lotes de imóveis de empresas públicas extintas, em processo de liquidação. Segundo o anúncio do instituto, datado de 20 de Outubro, a sessão decorre entre as 9h00 e as 15h00 no Portal do Leilão Electrónico do Ministério das Finanças (leilao.minfin.gov.ao). O prazo de candidaturas terminou a 1 de Novembro e só os candidatos admitidos podem licitar.
Nove dos lotes ficam em Luanda:
- três armazéns da Cafangol;
- as oficinas gerais da Constrói;
- um terreno da Ecoseng;
- um armazém da Instal;
- um edifício administrativo da Manutécnica;
- um armazém e uma carpintaria da Tecnotúnel.
Os outros quatro ficam no Namibe, em Malanje, no Cuanza Sul e no Uíge e pertenciam à Mecanagro e à Procafé.
Dois lotes regressam
As oficinas gerais da Constrói e um edifício administrativo da Manutécnica já tinham ido ao leilão anterior do IGAPE, cujo resultado foi divulgado a 26 de Junho. Ficaram então sem comprador, por falta de propostas válidas. Nessa ronda, o instituto vendeu quatro de seis lotes por 1.547,9 milhões de kwanzas, segundo um comunicado do IGAPE citado pela Lusa. Um deles, as oficinas gerais da Tecnotúnel, foi vendido por cerca de metade do valor-base.
Os preços-base dos novos lotes não constam das peças do procedimento divulgadas pelo instituto.
As regras
Os imóveis são vendidos no estado em que se encontram, sem direito a reclamação posterior. O primeiro lance tem de superar o preço-base, e a adjudicação cabe à proposta mais alta. O vencedor paga 90 por cento do valor, a título de sinal, nos dez dias seguintes à notificação. Os restantes 10 por cento pagam-se até 60 dias depois da assinatura do contrato-promessa. Quem não pagar o sinal perde a adjudicação para o segundo classificado.
Os concorrentes ficam obrigados a manter o lance durante 60 dias. Nos imóveis arrendados ou ocupados, a venda só se concretiza se os ocupantes não exercerem o direito de preferência. Os documentos do procedimento divergem quanto aos investidores estrangeiros: o anúncio admite a sua participação, mas os termos de referência referem apenas pessoas e entidades nacionais.
| Lote | Empresa | Imóvel | Localização |
|---|---|---|---|
| 1 a 3 | Cafangol | Armazéns Samuja, Roque 1 e Roque 2 | Luanda |
| 4 | Constrói | Oficinas Gerais | Luanda |
| 5 | Ecoseng | Terreno | Luanda |
| 6 | Instal | Armazém | Luanda |
| 7 | Manutécnica | Edifício Administrativo 1 | Luanda |
| 8 e 9 | Tecnotúnel | Armazéns; Carpintaria | Luanda |
| 10 | Mecanagro | Oficina | Moçâmedes (Namibe) |
| 11 | Mecanagro | Terreno | Cacuso (Malanje) |
| 12 | Mecanagro | Armazém e residência | Waku Kungo (Cuanza Sul) |
| 13 | Procafé | Armazém | Uíge |
Candidaturas encerradas a 01/11/2026; leilão a 12/11/2026, 9h00–15h00, em leilao.minfin.gov.ao. Fontes: IGAPE (anúncio de 20/10/2026 e Termos de Referência n.º 03/GTL/IGAPE/2026); Lusa/Ver Angola (26/06/2026).





