Presidente da República reconhece que sector petrolífero ainda é “bastante relevante” para a economia

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O sector petrolífero ainda continua a ser “bastante relevante” para a reestruturação da economia angolana e diminuir a dependência do país deste produto, principal commodity de exportação de Angola, realçou esta terça-feira, em Luanda, o Presidente da República, João Lourenço.

O Chefe de Estado angolano, que apresentou a Mensagem sobre o Estado da Nação, durante a abertura da 3ª Sessão Legislativa da 5ª Legislatura da Assembleia Nacional, disse que o Governo está a dar continuidade ao Programa de Desenvolvimento e Consolidação da Fileira de Petróleo e Gás.

Reiterou que o foco principal do sector petrolífero está voltado para o aumento da taxa de substituição de reservas e a materialização de oportunidades para garantir a manutenção dos níveis de produção acima de um milhão e 100 mil barris de crude bruto por dia.

Para isso, referiu que Angola colocou à disposição dos investidores 12 blocos das bacias terrestres do Baixo Congo e do Kwanza, tendo sido adjudicados seis blocos por concurso público.

Sublinhou ainda que o sector está a trabalhar para intensificar a exploração do gás natural e acelerar a pesquisa e avaliação desse importante recurso, tendo em conta a sua utilidade para a produção de petróleo.

João Lourenço lembrou ainda que, para a produção de energia eléctrica e o consumo doméstico, foi assinado o contrato de serviço com risco para o Novo Consórcio de Gás e sancionado o projecto Quilumba e Maboqueiro, com o objectivo de desenvolver campos de gás não associado para fornecer à fábrica Angola LNG.

Recordou ainda que a inauguração da fase 2 da unidade de recepção e distribuição de gás no Soyo (Zaire), conhecido como Projecto Falcão 2, permitiu aumentar a capacidade de tratamento de mais de 50 milhões de pés cúbicos de gás por dia.

O Projecto Falcão 2 vai ainda permitir concretizar o objectivo da criação de uma indústria de gás, fornecendo gás à futura fábrica da amónia e ureia, que está a ser construída no Soyo.

Adicionalmente, destacou também a instalação de uma plataforma de gás no Bloco 0, que enviará 420 milhões de pés cúbicos de gás natural por dia para a planta Angola LNG.

Refinação de petróleo

Quanto à refinação de petróleo, o Presidente da República considerou essencial e estruturante assegurar a auto-suficiência de produtos refinados no país, porque os actuais 65 mil barris por dia processados pela refinaria de Luanda são insuficientes para atender o mercado.

Para reduzir esse défice, disse que a refinaria de Cabinda, em bom ritmo de construção, deverá, a partir de 2025, começar a operar, refinando cerca de 30 mil barris por dia numa primeira fase, até atingir os 60 mil barris por dia, uma vez concluída a segunda fase.

A par disso, disse que se continua as acções de consolidação de estudos técnicos e a estratégia de financiamento para a construção da refinaria do Soyo, bem como a trabalhar-se na construção da refinaria do Lobito (Benguela), a maior do país, dimensionada para refinar 200 mil barris de crude por dia.

Nessa refinaria, adiantou, está prevista a construção de um importante parque de indústria petroquímica e a possibilidade da construção de um oleoduto para Zâmbia, facto que exige o aumento da capacidade de armazenamento.

Por isso, assegurou que, no próximo ano, será inaugurado o Terminal Oceânico da Barra do Dande (Bengo), com capacidade de armazenagem em terra de 582 mil metros cúbicos de combustíveis diversos, que vai contribuir substancialmente para assegurar o abastecimento regular de combustíveis e constituir-se na reserva estratégica e de segurança.

Paralelamente a essa infra-estrutura, o Governo também está a trabalhar para melhorar os terminais oceânicos de Cabinda, do Lobito e do Namibe, assim como expandir a redistribuição de produtos refinados no país.

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