A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis estima que o sector poderá mobilizar mais de 60 mil milhões de dólares em investimentos nos próximos cinco anos.O volume previsto abrange novas oportunidades de exploração e produção e surge numa altura em que Angola procura travar o declínio da actividade petrolífera.
Angola prevê mobilizar mais de 60 mil milhões de dólares em investimentos no sector do petróleo e gás nos próximos cinco anos, numa estratégia destinada a reforçar a actividade de exploração e produção de hidrocarbonetos no país. A estimativa foi destacada durante a Conferência Internacional e Exposição Angola Oil & Gas, realizada em Luanda.
A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) tem apresentado este volume como parte das oportunidades que Angola pretende colocar à disposição de investidores nacionais e internacionais. A agência prevê que o investimento seja direccionado para actividades de exploração, pesquisa, desenvolvimento e produção.
O plano surge num contexto em que o país procura estabilizar a produção petrolífera e criar novas áreas de actividade. A ANPG tem associado a estratégia à abertura de oportunidades para novos operadores, tanto em projectos em terra como em operações offshore.
Entre as oportunidades identificadas estão novos blocos e projectos de desenvolvimento de recursos de petróleo e gás. A estratégia de licenciamento pretende manter uma carteira regular de áreas disponíveis para investidores, enquanto as autoridades procuram melhorar a atractividade do ambiente regulatório, fiscal e contratual.
O volume de investimento previsto representa também uma aposta na continuidade da indústria de hidrocarbonetos como um dos principais sectores da economia angolana. Ao mesmo tempo, Angola tem procurado ampliar a cadeia de valor nacional através do aumento da capacidade de processamento e refinação e do aproveitamento do gás natural.
A dimensão financeira anunciada, contudo, corresponde a investimentos previstos e oportunidades projectadas, não significando que os mais de 60 mil milhões de dólares já tenham sido contratados ou desembolsados. A concretização dependerá da atribuição de blocos, das decisões das operadoras e da execução dos projectos previstos.





