Volume de negócios na BODIVA cresceu 132% em julho

Data:

O volume de negócios na bolsa nacional aumentou 132,22% em julho, face ao período homólogo, atingindo 782,91 mil milhões de kwanzas um crescimento mensal de 133,62%, segundo um relatório oficial.

Para o aumento das negociações na Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA) neste período contribuirão as negociações de “REPOs” (acordo de recompra de ativos), representando 84,71% das transacções, refere a Performance do Mercado de Capitais de julho, consultada hoje pela Lusa.

A Comissão do Mercado de Capitais (CMC) angolana destaca também o aumento do número de negócios nos mercados regulamentos da BODIVA, de 34,32%, com o período a encerrar com 818 negócios (dos quais 46,33% foram realizados no Mercado de Bolsa de Títulos de Tesouro).

No mês em análise, as OT-NR (Obrigações de Tesouro Não Reembolsáveis) voltaram a ser o valor mobiliário mais transacionado em mercado regulamento, totalizando 489,04 mil milhões de kwanzas.

As Obrigações do Tesouro em Moeda Externa, com 281,43 mil milhões de kwanzas, Bilhetes de Tesouro (10,81 mil milhões de kwanzas) e as Obrigações do Tesouro Indexadas à Taxa de Câmbio (1,08 mil milhões de kwanzas) surgem nas posições imediatas.

Relativamente à participação dos investidores na BODIVA, no período em análise, 94,16% das compras de instrumentos financeiros foram feitas por investidores institucionais e o restante feito por investidores não institucionais.

O setor bancário liderou as negociações na perspetiva de compra com um peso de 88,48%, seguido dos particulares com 3,53%. Na perspetiva de venda, a Unidade de Gestão da Dívida liderou nas negociações, com um peso de 54,13%, seguida pelo setor bancário.

Foram ainda abertas um total de 536 contas na Central de Valores Mobiliários de Angola, indicando um aumento de 29,78% face ao mês de junho e um aumento de 70,16% em relação ao período homólogo.

Pelo menos 32 organismos de investimento coletivo encontravam-se registados na CMC até final de julho, nomeadamente 22 organismos de investimento coletivo mobiliários, entre fundos de capital de risco, sociedade de capital de risco e fundos de investimentos, e 10 organismos imobiliários

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