O projecto “Fronteiras Líquidas, Marés em Mudança”, do ResiliArt Angola, mostra hoje na Conferência Nacional sobre Poluição Costeira as obras de uma residência artística no Mussulo. Os trabalhos tratam a poluição, a pressão imobiliária e o acesso das comunidades à água e ao litoral.
As obras do projecto artístico-científico “Fronteiras Líquidas, Marés em Mudança” estão expostas esta quarta-feira, 28 de Outubro, na Escola Nacional de Administração e Políticas Públicas (ENAPP), em Luanda, durante a Conferência Nacional sobre Poluição Costeira. A iniciativa é do ResiliArt Angola, ligado ao movimento ResiliArt da UNESCO, segundo a organização.
Os trabalhos nasceram de uma residência que decorreu no Mussulo entre 16 e 21 de Outubro. Juntou oito artistas plásticos de vários países africanos, sete alunos de escolas públicas e dez da American Schools of Angola. Os participantes usaram tecidos reaproveitados, juta, linhas de pesca descartadas e pigmentos locais. As obras abordam a poluição costeira, o acesso à água e ao litoral, a pressão imobiliária sobre a península e a situação das comunidades locais. Códigos QR junto às peças dão acesso à investigação feita durante a residência.
O projecto foi apresentado antes na 4.ª Bienal de Luanda – Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz, que este ano teve como tema a governação da água em África como instrumento de prevenção de conflitos. O processo criativo vai ser documentado numa série de três minidocumentários, “Vozes da Maré”.







