País passa para a 140.ª posição mundial na banda larga fixa, com velocidade média de download de 21,67 Mbps, segundo dados de Agosto. Apesar da melhoria, Angola continua atrás de vários mercados africanos, incluindo Gana, Botsuana, África do Sul e Moçambique.
Angola subiu duas posições no ranking global de velocidade de Internet em banda larga fixa, passando para o 140.º lugar, com uma velocidade média de download de 21,67 Mbps, segundo o Speedtest Global Index referente a Agosto de 2026.
O ranking analisado reúne dados de 149 países e mede a velocidade média de download das ligações de banda larga fixa. A subida de Angola representa uma melhoria na posição relativa do país, embora a velocidade registada continue distante dos níveis observados nos mercados com redes mais desenvolvidas.
No continente africano, Angola permanece atrás de países como Gana, com 55,93 Mbps, Botsuana, com 52,22 Mbps, África do Sul, com 50,36 Mbps, e Moçambique, com 49,57 Mbps. Em sentido contrário, o país apresenta uma velocidade superior à registada na Namíbia, com 17,66 Mbps, nos Camarões, com 15,29 Mbps, na Etiópia, com 12,05 Mbps, e na Líbia, com 11,12 Mbps.
A liderança africana é atribuída às Maurícias, com 62,72 Mbps, seguidas pelo Gana e pelo Botsuana. A diferença para Angola evidencia que a melhoria da posição no ranking não elimina o défice de desempenho existente face aos países africanos com infra-estruturas de conectividade mais desenvolvidas.
A nível mundial, Singapura lidera o indicador, com 462,50 Mbps, seguida pelos Emirados Árabes Unidos, com 382,40 Mbps, e pelo Chile, com 364,48 Mbps. Portugal aparece na 21.ª posição, com 251,75 Mbps, enquanto os Estados Unidos ocupam o sétimo lugar, com 307,16 Mbps.
A diferença entre Angola e os países no topo do ranking continua, portanto, elevada. A velocidade média de download da banda larga fixa angolana representa menos de 5% da registada em Singapura, mostrando a dimensão do fosso de desempenho entre o mercado nacional e os países líderes.
Os dados do Speedtest devem ser lidos como uma medição de desempenho das ligações analisadas e não como uma descrição de todas as experiências de utilização de Internet no país. Factores como operador, tecnologia de acesso, localização, congestionamento da rede e características do serviço podem produzir resultados diferentes para cada utilizador.
A evolução do indicador ocorre num contexto de expansão das infra-estruturas digitais em Angola, com novos investimentos em redes de fibra óptica e conectividade internacional. A melhoria da posição no ranking constitui um sinal de progresso, mas os dados mostram que o país ainda tem uma diferença significativa a reduzir face aos principais desempenhos africanos e mundiais.





