Baía Farta diversifica produção para abastecer mercado nacional

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A campanha agrícola de 2024/2025, a nível do município da Baía Farta, em Benguela, está a desbravar mais de 170 mil hectares de terras aráveis para o fomento da produção diversificada de bens alimentares, disse a directora local da Agricultura, Pecuária e Pescas.

Carolina Luís frisou que, no âmbito da estratégia de combate à fome e à pobreza no seio das famílias, cerca de 28.991 hectares de terras vão servir para apoiar o programa da agricultura mecanizada, e cerca de 143 mil hectares para a prática da agricultura feita de forma manual.

Carolina Luís avançou que, de forma estrutural, a prática da agricultura mecanizada, feita na Baía Farta, envolve 30 cooperativas, composta por 200 a 350 associados cada.

As cooperativas têm beneficiado de financiamentos para o reforço da produção. A responsável considerou que o financiamento concedido pelo Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrário (FADA) tem sido um pilar importante, visto que os resultados têm estado a dinamizar a agricultura familiar.

“Temos também apostado na distribuição de pulverizadores e motobombas”, apontou.

Sem avançar o volume de investimentos já aplicados no sector, a responsável sublinhou que a agricultura tem sido, de forma regular, beneficiária de financiamentos que estão a permitir revitalizar a prática da agricultura mecanizada.

Carolina Luís salientou que, tecnicamente, a agricultura mecanizada passou a ser feita de maneira mais moderna, pelo facto de se aplicar o sistema de irrigação gota a gota, uma inovação tecnológica aceitável.

Mercados consumidores

A responsável sublinhou que o Vale do Dombe Grande não só alimenta o município da Baía Farta, mas também é considerado um dos celeiros nacionais, pelo seu desempenho e papel preponderante na estratégia de desenvolvimento do país, por via do sector Agrícola e Pecuário.

A Baía Farta regista, de forma frenética, a entrada de cidadãos provenientes dos países vizinhos, nomeadamente a República Democrática do Congo (RDC) e Zâmbia, com o propósito de adquirir o feijão em grandes quantidades.

A responsável fez saber que a capital do país, Luanda, sobretudo o Mercado do KM 30, além das províncias da Huíla e Benguela, são os principais destinos da produção da região.

Preparar as condições

O município já prepara as condições para a época agrícola 2025/2026, que prevê desbravar acima de 75 mil hectares, na comuna do Dombe Grande, destinados à produção diversificada.

Apesar das variações climatéricas, a região projecta efectuar uma boa produção nas três fases agrícolas, sendo na primeira que já se iniciou no passado mês de Setembro e que se estende até Dezembro, a segunda época, que começa em Janeiro e vai até Março, e a terceira, que vai de Março a Julho.

O Dombe Grande tem a sua marca nos domínios da Agricultura e Pecuária, seguido das comunas de Kalohanga e Equimina, sendo que as três localidades são distintas pelo seu grande potencial.

A Baía Farta tem terras férteis que podem produzir de Janeiro a Janeiro, sem quaisquer constrangimentos.

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