O FIC Luanda recebeu 88 candidaturas nacionais e levou 25 filmes às competições, segundo a programadora. A competição internacional foi formada apenas por convite, com a Nigéria como país convidado.
O Festival Internacional de Cinema de Luanda (FIC Luanda) seleccionou 25 filmes angolanos para as categorias competitivas da 8.ª edição. Foram escolhidos entre 88 candidaturas recebidas na chamada aberta, segundo a programadora Dreça Manuel. As inscrições decorreram entre 15 de Julho e 30 de Agosto. O festival realiza-se de 28 de Outubro a 2 de Novembro.
Em declarações à Outside, a programadora explicou que outros filmes angolanos candidatos foram encaminhados para as mostras paralelas, fora de competição. Em Setembro, o festival tinha anunciado 37 candidaturas à competição nacional, segundo a Ver Angola.
Os critérios
A selecção nacional coube a um comité de três pessoas, coordenado pela directora de programação, Lara Sousa. Segundo Dreça Manuel, o comité avaliou a qualidade narrativa, técnica e de produção. Procurou também equilibrar estreantes e realizadores com percurso, e diversidade de géneros, do cinema de acção ao documentário de autor. O objectivo, disse, é apresentar o cinema angolano feito nos últimos três anos e trazer o público de volta às salas.
A competição nacional divide-se em longas-metragens de ficção, documentários e curtas. Os prémios para o melhor filme de cada categoria são de 5 milhões, 3 milhões e 1,5 milhões de kwanzas, respectivamente, segundo a Forbes África Lusófona. Os mesmos valores aplicam-se à competição internacional.
O festival abre a 28 de Outubro com “Sapeur”, de Denis Miala, uma tragicomédia passada no bairro do Palanca, que integra a competição nacional, segundo o programa oficial.
Uma competição internacional por convite
A competição internacional não teve chamada aberta. Segundo a programadora, a organização convidou filmes que têm levado o cinema africano a festivais internacionais. O site do festival lista 28 títulos. A Ver Angola destacou entre eles obras exibidas em Cannes, Veneza e Roterdão, como “O Riso e a Faca”, do português Pedro Pinho.
A Nigéria é o país convidado e está entre os países de produção de cinco filmes da competição internacional, além de ter uma mostra própria. Dreça Manuel justificou a escolha com a capacidade da indústria nigeriana de levar os seus filmes a mercados externos, uma experiência que, defendeu, pode servir de referência aos realizadores angolanos.
O Brasil tem um foco dedicado ao cinema contemporâneo, com programação de uma curadora convidada. A escolha assenta na língua comum e no maior desenvolvimento da indústria brasileira, segundo a programadora.
Três dos filmes em competição internacional são angolanos ou co-produções com Angola: “Ghost Elephants”, “Baía dos Tigres” e “Time to Change”.





