Empresa passa de cerca de 40 para 86 metros quadrados dedicados à manutenção e assistência técnica, acompanhando a entrada dos sistemas no sector petrolífero. Tecnologia já é utilizada na Nigéria, Gana, Namíbia e África do Sul; equipa angolana da Bosch é composta em 99 por cento por profissionais nacionais
A Bosch Angola vai introduzir no sector petrolífero nacional soluções da Bosch Rexroth já utilizadas noutros mercados africanos e mais do que duplicar a área dedicada a reparação no país.
A oferta concentra-se em sistemas hidráulicos de serviço pesado e em soluções de accionamento, controlo e controlo de fluxo, com aplicação em operações industriais e de upstream. As mesmas tecnologias estão em utilização na Nigéria, no Gana, na Namíbia e na África do Sul.
O reforço da capacidade instalada acompanha a entrada dos equipamentos. A empresa prevê passar de cerca de 40 para 86 metros quadrados de área de reparação, um acréscimo de 46 metros quadrados que corresponde a um aumento de 115 por cento, destinado a manutenção, garantia, aprovisionamento e acompanhamento técnico dos projectos.
A formação de quadros nacionais é apresentada como o outro eixo da estratégia. Segundo a empresa, 99 por cento da equipa da Bosch Angola é composta por profissionais angolanos, prevendo-se intensificar programas de formação e parcerias com instituições locais. A prazo, a estratégia contempla o desenvolvimento de capacidade de montagem e manufactura no país.
O director-geral para Estratégia de Negócios e Marketing da Bosch Angola, Maurílio Carbonel Mateus, enquadrou a operação no aumento do domínio nacional sobre os processos de exploração e transformação. Em declarações à margem do Angola Oil & Gas 2026, o responsável afirmou que a Rexroth entra na perspectiva de “acelerar a disponibilização de estrutura, tecnologia e competências locais”.
A Rexroth constitui o principal foco da expansão da Bosch para o sector petrolífero, complementada pelas áreas de pós-venda automóvel e de ferramentas eléctricas.
CONTEXTO
O anúncio surge na sequência da sétima Conferência Angola Oil & Gas, que decorreu na quarta e na quinta-feira, no Centro de Convenções de Talatona, onde o conteúdo local foi um dos eixos do programa, com sessões sobre a participação das empresas angolanas na cadeia de fornecimento e as condições para aumentar a sua capacidade operacional.







