Financiamentos garantidos pelo Fundo terão contribuído para a expansão da economia no primeiro trimestre de 2026
Mecanismo de garantia pública apoiou a criação de mais de 21.000 postos de trabalho e procura reforçar a diversificação produtiva
O Fundo de Garantia de Crédito (FGC) mobilizou mais de 144 mil milhões de kwanzas em financiamentos durante 2025, contribuindo, segundo dados divulgados pelo Governo de Angola, para o crescimento de 5,32% da economia nacional no primeiro trimestre de 2026. A informação foi divulgada no sábado, 8 de Agosto, na página oficial do Governo de Angola.
De acordo com os dados citados pelo Governo, os financiamentos apoiados pelo FGC permitiram igualmente a criação de 21.778 postos de trabalho. A instituição considera que o mecanismo contribuiu para reforçar a diversificação da economia, através do apoio a empresas e empreendedores com projectos elegíveis para financiamento.
Criado pelo Governo de Angola, o FGC funciona como um instrumento de garantia pública destinado a facilitar o acesso ao crédito por parte de empresas e empreendedores. Através das garantias concedidas, o mecanismo procura reduzir o risco assumido pelas instituições financeiras no financiamento de determinados projectos.
A intervenção do Fundo aproxima, assim, o sistema bancário dos agentes económicos que enfrentam dificuldades no acesso ao crédito. Segundo a informação divulgada, o financiamento garantido deverá apoiar actividades produtivas, investimento e criação de emprego, áreas consideradas relevantes para o processo de diversificação económica.
Os dados apresentados pelo Governo surgem num momento de aceleração da actividade económica angolana. A referência a um crescimento de 5,32% no primeiro trimestre de 2026 coloca o financiamento à economia entre os factores apontados pelas autoridades para explicar a evolução registada, embora a informação publicada não detalhe a contribuição quantitativa específica do FGC para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).
O valor mobilizado pelo Fundo durante 2025 também evidencia a dimensão crescente dos mecanismos públicos de partilha de risco no mercado de crédito. A eficácia destes instrumentos dependerá, contudo, da capacidade dos projectos financiados para gerar produção, emprego e receitas suficientes para assegurar a sustentabilidade dos créditos concedidos.
O desempenho do FGC reforça o papel das garantias públicas na expansão do financiamento à economia, mas a avaliação do seu impacto efectivo no crescimento nacional dependerá de dados mais detalhados sobre os sectores, empresas e projectos beneficiários.





