O ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, disse que até ao final de 2027 vão ser gastos mais de 2,1 mil milhões de dólares para a execução dos projectos de abastecimento de água potável, só em Luanda, cuja cobertura actual de acesso à rede pública é de 46 por cento.
O ministro justificou este défice na distribuição de água dizendo que a construção de infra-estruturas não cresceu a nível da dinâmica demográfica.
A pretensão, frisou João Baptista Borges, é subir para os 65 por cento até ao final do presente mandato, sendo que Luanda tem uma taxa de acesso inferior à média do país, olhando para os 13 milhões de habitantes.
No entender do ministro da Energia e Águas, o investimento dos projectos Quilonga Grande e Bita deveriam ter tido início em 2010 para nesta altura estarem concluídos e a beneficiar os 13 milhões de habitantes de Luanda e Icolo e Bengo. “Estou a falar nestes 13 milhões com muita folga, porque temos capacidade de captação e tratamento de água que chega para atender a população actual, que estimamos que sejam 13 milhões e mais uma grande margem de reserva”, afirmou.
João Baptista Borges referiu, ainda, que as províncias de Luanda e Icolo e Bengo, tendo em conta os 13 milhões de habitantes, têm grandes desafios, e, por isso, vão precisar da participação do sector privado para melhor racionalização do recurso.
A EPAL, enquanto empresa pública, disse o ministro, tem 1.400 trabalhadores, tendo considerado o número insuficiente para atender a um universo populacional tão grande, facto que exige a participação do sector privado.
O ministro da Energia e Águas referiu, também, que, neste momento, estão a trabalhar quer com o Banco Mundial, quer com a empresa Gemcorp para a adopção de modelos de gestão privada nas províncias de Luanda e Icolo e Bengo.





