Documentário sobre a iniciativa artística independente que transformou o antigo Hotel Globo num espaço de criação será exibido a 30 de Outubro, na Cinemateca Nacional.
O documentário Fuckin’Globo, realizado por Kamy Lara, integra a competição para Melhor Documentário Nacional do FIC Luanda. O filme será exibido no dia 30 de Outubro, às 16h30, na Cinemateca Nacional, numa sessão seguida de uma conversa com o público.
Realizado em 2024, o filme retrata o Fucking Globo, iniciativa artística independente que nasceu em Dezembro de 2015, quando um grupo de artistas ocupou os quartos do antigo Hotel Globo, na baixa de Luanda, para apresentar uma exposição colectiva.
Ao longo de sete edições, o projecto reuniu artistas de diferentes disciplinas num espaço pouco convencional para a apresentação de arte. Os quartos, corredores e outros espaços do hotel acolheram instalações, fotografia, vídeo, som e performance, convidando o público a percorrer o edifício e a descobrir as obras.
A iniciativa nasceu da vontade de criar em conjunto, experimentar e partilhar ideias fora dos espaços habituais de exposição. Financiado pelos próprios artistas e sem fins comerciais, o Fuckin’Globo procurou preservar a sua independência e abordar livremente questões culturais, sociais e políticas.
O documentário regista a história deste movimento e convida o público a olhar para um momento da vida artística de Luanda, marcado pela colaboração, pela liberdade criativa e pela reflexão crítica sobre a sociedade.
Fucking Globo é produzido por Kiluanji Kia Henda e editado por Gretel Marín.
Kamy Lara é realizadora e produtora angolana com mais de 15 anos de experiência. Em 2012 realizou a curta-metragem documental Mulheres de Armas, sobre a participação das mulheres angolanas na luta pela independência. Em 2019 realizou a sua primeira longa-metragem, o documentário Para Lá dos Meus Passos.
É fundadora da produtora independente Uika Filmes, sediada em Luanda.





