As cheias de Abril provocaram perdas nas indústrias de Benguela, mas empresários dizem estar a recuperar com apoio de uma linha de crédito superior a 30 mil milhões de kwanzas, Na Feira Internacional de Benguela, empresas procuram transformar a recuperação em aumento da produção e substituição de importações.
As cheias registadas em Benguela em Abril deste ano provocaram um “pesado” impacto sobre várias indústrias da província, mas não terão comprometido, segundo o empresário Jamir Baptista, a continuidade da actividade empresarial. O responsável considera que uma linha de crédito superior a 30 mil milhões de kwanzas accionada pelo Governo representa um alívio para as empresas afectadas.
Durante a Feira Internacional de Benguela, Jamir Baptista afirmou que os empresários estão a reerguer-se depois do impacto das cheias e continuam a produzir. Na sua avaliação, a capacidade de resistência das empresas permitiu preservar o ambiente de negócios, apesar das perdas registadas durante as inundações.
O empresário, proprietário de uma fábrica de utensílios domésticos de alumínio, apresentou a unidade durante a feira. A fábrica possui duas linhas de produção e fabrica produtos como panelas, bacias e canecas, procurando aumentar a presença da produção nacional no mercado.
Produção nacional procura ganhar espaço
Segundo Baptista, as vendas da empresa durante os dias da feira ultrapassaram um milhão de kwanzas. O resultado foi considerado positivo pelo empresário, tendo em conta que a linha industrial é recente e a marca “Vó Maria” está ainda numa fase inicial de entrada no mercado.
A unidade tem capacidade instalada para produzir cinco mil peças por dia, volume que, segundo o empresário, permitiria abastecer o mercado nacional, incluindo instituições públicas e empresas privadas. A expansão da produção local é apresentada como uma oportunidade para reduzir a dependência de produtos importados.
Baptista considera que a Feira Internacional de Benguela demonstra a capacidade produtiva existente na província e pode contribuir para criar novas oportunidades para a indústria. A avaliação, contudo, é do empresário e não constitui, por si só, uma medição independente da recuperação de todo o sector industrial de Benguela.
As cheias, segundo o responsável, afectaram a produção de várias indústrias, mas não alteraram estruturalmente o ambiente de negócios. A recuperação permanece, porém, dependente da capacidade das empresas de repor produção, aceder a financiamento e transformar o apoio financeiro em actividade económica sustentável.





