França enfrenta quarta vaga de calor do ano enquanto incêndio histórico ameaça Bordéus

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Temperaturas podem atingir 37 graus e dificultam o combate ao maior incêndio florestal registado na região desde a Segunda Guerra Mundial
Mais de 220 mil pessoas foram evacuadas e as autoridades alertam para o risco de novos focos devido ao vento e à seca

A França prepara-se para enfrentar a quarta grande vaga de calor de 2026, enquanto bombeiros continuam a combater um incêndio florestal de grandes proporções na região de Bordéus. As temperaturas elevadas e a seca extrema estão a agravar uma situação que o Presidente francês, Emmanuel Macron, classificou como a mais grave desde a Segunda Guerra Mundial.

Segundo as previsões meteorológicas, os termómetros poderão atingir 37 graus Celsius em algumas zonas do sudoeste francês, criando condições favoráveis ao reacendimento das chamas. Na cidade de Bordéus, são esperadas temperaturas na ordem dos 33 graus, significativamente acima da média para esta época do ano.

O incêndio já consumiu mais de 42 mil hectares de floresta na região da Gironde, tornando-se um dos maiores registados em França nas últimas décadas. Apesar de os bombeiros terem conseguido estabilizar parte da frente de fogo durante a noite, as autoridades alertam que os ventos fortes e a vegetação extremamente seca continuam a representar um elevado risco de reacendimentos.

A dimensão da emergência obrigou à evacuação de cerca de 220 mil pessoas, entre residentes e turistas. Entretanto, aproximadamente 15 mil habitantes puderam regressar às suas casas na zona de Biscarrosse, onde a situação melhorou nas últimas horas.

Além da região de Bordéus, outros incêndios continuam activos no sul de França, nomeadamente na região de Var. As autoridades informaram ainda que 184 pessoas foram detidas esta época por alegadas infracções relacionadas com incêndios florestais, incluindo casos de fogo posto.

A floresta das Landes, composta maioritariamente por pinheiros, é considerada particularmente vulnerável devido às elevadas temperaturas e ao reduzido nível de humidade. Especialistas alertam que a nova vaga de calor poderá prolongar o período de elevado risco de incêndio em várias regiões do país.

As condições extremas não afectam apenas França. Espanha também enfrenta temperaturas elevadas e grandes incêndios florestais, levando vários países do sul da Europa a reforçarem os dispositivos de emergência durante um dos verões mais severos dos últimos anos.

Com milhares de bombeiros no terreno, centenas de milhares de pessoas deslocadas e uma nova vaga de calor prestes a chegar, França enfrenta um dos maiores testes à sua capacidade de resposta a incêndios florestais das últimas décadas.

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