Por: Alcides Chivangu – Mestre em Psicologia do trabalho e das Organizações
A comemoração dos 22 anos da Fundação BAI, realizada no final de Novembro no Largo do Kinaxixi, foi altamente simbólico. Sob o lema “22 anos de compromisso com o futuro de Angola”, o evento desta Fundação que planeia, estrutura e executa as acções de responsabilidade social do BAI, foi uma demonstração pública da escala e profundidade das acções sociais deste banco em prol do país e dos angolanos.
A própria escolha do Largo do Kinaxixi como palco principal desta celebração não foi nada aleatória, reforçando um elemento central deste compromisso. A reabilitação total daquele espaço emblemático de Luanda foi financiada exclusivamente pelo BAI, num investimento de 10 mil milhões de kwanzas. Esta intervenção estabeleceu um precedente no sector bancário nacional. Nunca antes em Angola uma instituição financeira tinha assumido um papel directo na revitalização urbana, com um impacto imediato e de tamanha dimensão na qualidade de vida da população. A apropriação quotidiana do espaço por famílias, crianças, jovens e empreendedores, a melhoria da mobilidade e a inegável dinamização cultural da zona, são prova de como acções concretas, bem planeadas e orientadas para a comunidade mudam radicalmente, para melhor, o dia-a-dia de todos nós.
Os dados mais recentes do BAI reforçam e ampliam essa leitura. Em 2024, as acções sociais apoiadas pelo banco beneficiaram mais de 219 mil pessoas em todo o país, com intervenções directas nas áreas de Educação, Saúde, Cultura e Desporto, os quatro pilares da Fundação BAI. Estes resultados, sustentados por mais de 50 acções comunitárias e projectos estruturados, incluem, entre muitos outros, a criação de pontos de internet, reabilitação de bibliotecas escolares, campanhas de saúde, ou apoio a iniciativas culturais e desportivas. São projectos concretos com resultados transformadores para os beneficiários.
A intervenção do BAI também se reflecte em projectos de proximidade que reforçam a sua ligação às comunidades. O apoio a iniciativas locais, como os projectos de desenvolvimento no Cunene, as melhorias nas condições de vida no Zango 4 ou o programa “Caminhos de Transformação”, que em 2024 destinou 255 milhões de kwanzas a projectos com impacto em 89 mil pessoas, confirma que o banco olha igualmente para organizações locais e grupos vulneráveis, valorizando soluções que respondem a necessidades específicas de cada território.
Estes resultados não surgem de forma isolada. Há muito que a liderança do BAI integrou a responsabilidade social e a sustentabilidade nos objectivos estratégicos do banco. Como instituição financeira, sabe que depende de um país sustentável a todos os níveis e de uma sociedade sã, informada, educada, culturalmente elevada e altamente exigente. Como qualquer banco, o BAI é feito de pessoas para pessoas, não há como não as colocar no centro de cada acção e decisão.
Nesta celebração dos 22 anos da Fundação BAI no Largo do Kinaxixi, entre exposições de artesanato, cinema, teatro, música de antes e de hoje (com Jovens do Prenda a partilhar o palco com Cleiton M e músicos de tantas outras gerações), o coração da cidade pulsava com força. De forma consciente ou não, as milhares de pessoas que por ali passaram nesse fim-de-semana, cidadãos comuns como qualquer um de nós, viviam em carne viva essa sensação reconfortante de bem-estar comum. Um bem-estar impulsionado por uma instituição que cresce através de acções comprometidas com todos, e que combina a função corporativa e financeira com valores inegociáveis de inclusão, responsabilidade social, proximidade e construção de valor colectivo.





