O banco encerrou o exercício com um resultado líquido de 150 mil milhões de kwanzas, 20% acima de 2024, e um rácio de eficiência de 33%, o mais baixo entre os quatro maiores bancos analisados. A rendibilidade recuou, ainda assim, três pontos percentuais face aos 47% de 2024, e o rácio de solvabilidade desceu de 30% para 29%
O Standard Bank Angola encerrou 2025 com uma rendibilidade dos capitais próprios de 44%, a mais elevada entre os principais bancos do país, segundo o relatório e contas anual.
O indicador, que mede o retorno gerado para os accionistas, recuou três pontos percentuais relativamente aos 47% registados em 2024, mas manteve-se acima do apurado pelos restantes bancos analisados. A rendibilidade do activo fixou-se em 4%.
A par da rendibilidade, o banco apresentou o rácio de eficiência mais baixo do conjunto, em 33%, contra 34% no ano anterior. Este indicador, que relaciona os custos de estrutura com o produto da actividade, mede quanto o banco gasta para gerar cada unidade de receita, e quanto mais baixo, maior a eficiência operacional.
O desempenho destaca-se sobretudo por contraste com a dimensão do banco. Com um activo total de 2.275 mil milhões de kwanzas, o Standard Bank Angola é o terceiro em dimensão entre os quatro bancos analisados, e detém a menor base de clientes, com 235.969, e o quadro de pessoal mais reduzido, com 796 colaboradores. Ainda assim, é o mais rentável e o mais eficiente do grupo.
Os resultados foram impulsionados pela margem financeira, que cresceu 31% para 204 mil milhões de kwanzas, e pelo produto bancário, que aumentou 29%. O resultado líquido subiu 20%, para 150 mil milhões de kwanzas.
No balanço, o activo total cresceu 34% face a 2024, os depósitos de clientes aumentaram 26% para 1.636 mil milhões de kwanzas e o crédito a clientes subiu 15% para 666 mil milhões. O capital próprio reforçou-se 21%, para 371 mil milhões de kwanzas.
A solidez financeira foi acompanhada de alguns sinais a vigiar. O rácio de solvabilidade desceu de 30% para 29%, mantendo-se confortavelmente acima dos mínimos regulamentares, e o rácio de transformação, que relaciona o crédito com os depósitos, recuou de 45% para 41%. O crédito em incumprimento a mais de noventa dias subiu de 2,37% para 3,01% da carteira.





