Meta diz que vai substituir moderadores humanos por sistemas de IA

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A gigante tecnológica Meta diz que estes sistemas de Inteligência Artificial apresentam uma maior eficácia e precisão a detetar conteúdo potencialmente sensível, impróprio ou ilegal nas suas redes sociais. A empresa diz que trabalhadores humanos continuarão a fazer parte do processo em tarefas mais complexas.

A Meta anunciou esta quinta-feira, dia 19, que pretende implementar mais sistemas de Inteligência Artificial para moderar conteúdo nas suas redes sociais e passar a contar menos com trabalhadores humanos para estas funções.

A gigante tecnológica nota que esta mudança acontecerá “ao longo dos próximos anos” e assim que os resultados apresentados por estes sistemas de Inteligência Artificial obtenham melhores resultados do que os gerados por moderadores humanos.

Recordar que o objetivo destas funções é manter fora do Facebook, Instagram e Threads conteúdo potencialmente sensível, impróprio e ilegal – como terrorismo, exploração sexual, consumo de drogas, fraude, etc.

“Ainda teremos pessoas que vão rever conteúdo, mas estes sistemas poderão lidar com trabalho que é mais adequado a tecnologia, como análises repetitivas de conteúdo gráfico ou áreas onde agentes maliciosos estão constantemente a alterar táticas, como é o caso de venda de drogas ilícitas ou de burlas”, pode ler-se no comunicado partilhado pela Meta.

Diz a gigante tecnológica liderada por Mark Zuckerberg que o objetivo desta medida passa por detetar violações das regras com maior rapidez e precisão, notando ainda que os testes que fez até agora são promissores. A Meta refere que, os atuais sistemas de Inteligência Artificial para moderar conteúdo, conseguem detetar o dobro do conteúdo de solicitação sexual de adultos em comparação com as atuais equipas – conseguindo ainda reduzir a taxa de erro em mais de 60%.

Por outro lado, a Meta nota que os seres humanos continuarão a fazer parte do processo, sobretudo no que diz respeito à avaliação de recursos apresentados por utilizadores e também no contacto com as autoridades.

“Os especialistas vão desenvolver, treinar, supervisionar e avaliar os nossos sistemas de Inteligência Artificial, medindo o desempenho e tomar as decisões mais complexas e de alto impacto”, refere a Meta na publicação de blogue. “Por exemplo, as pessoas continuarão a desempenhar um papel nuclear na forma como tomamos as decisões mais críticas e de maior risco, tal como recursos de contas bloqueadas ou denúncias às forças da autoridade”.

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