Activista Julienne Lusenge inspira jovens e crianças do Mussulo nas celebrações do Dia da Paz em Angola

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As comemorações do Dia Internacional da Paz em Angola ganharam novo fôlego com a presença da activista congolesa Julienne Lusenge e com actividades criativas protagonizadas por crianças no Mussulo, integrando arte, educação e solidariedade num mesmo movimento pela cultura de paz.

No dia 24, a American Schools of Angola (ASA), em Luanda, acolheu a Peace Day Invited Expert Address, com Lusenge como oradora principal. Co-fundadora da SOFEPADI e directora do Fundo das Mulheres Congolesas, a activista partilhou mais de vinte anos de experiência na defesa dos direitos humanos e no apoio a sobreviventes de violência de género em zonas de conflito, reforçando a ligação entre Angola e o movimento global pelos direitos das mulheres e pela paz.

Distinguida com o Prémio Internacional das Nações Unidas para os Direitos Humanos (2023), o Aurora Prize for Awakening Humanity (2021) e o Prémio Mulheres de Coragem (2021) do Departamento de Estado dos EUA, Lusenge sublinhou perante estudantes e docentes a importância de formar novas gerações para a reconciliação e a cidadania activa.
Para a directora académica da ASA, Babita Parashar, ouvir a activista foi “o momento mais marcante” do Dia da Paz, porque demonstrou aos jovens “como a coragem e o compromisso podem transformar realidades”.

As celebrações começaram dias antes, nos 20 e 21 de Setembro, no Mussulo, com oficinas artísticas do ResiliArt Angola, que reuniram cerca de cem crianças, artistas e membros da comunidade em torno da Manta da Paz, obra colectiva em tecido coordenada por artistas de Angola, Moçambique e Ruanda – entre eles Fernando Alvim, Pedro Julião e Romeo. O programa encerrou com o tradicional Almoço à Sombra da Mulemba, promovendo partilha e convívio.

Integradas no ResiliArt Angola – projecto da ASA em parceria com a UNESCO e a Bienal de Luanda – as actividades mostraram que a cultura de paz constrói-se tanto no quotidiano das comunidades como no diálogo intercultural. Para Paulo Andrá, assistente para comunicação da Bienal, “ver crianças, artistas e comunidade unidos em torno da Manta da Paz é um sinal de esperança”.

Ao aproximar o testemunho de uma activista global do trabalho criativo das crianças, as comemorações do Dia da Paz em Angola sublinharam o papel da educação e da arte como instrumentos centrais para um futuro mais justo e pacífico.

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